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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Terceirizando a responsabilidade?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando só há um certo na história...


Sabe-se que a falta de providências e de medidas preventivas do gestor público, em qualquer que seja a atividade da vida humana, fatalmente trará consequências irreparáveis para os que dependem dos serviços essenciais do dia a dia. O problema da terceirização que muitos elogiam e enumeram as vantagens, acaba por isentar de responsabilidades os que deveriam assumir os seus compromissos diante da população. Portanto, não interessa a quem se delegou as tarefas porque o responsável continua sendo o chefe deste subordinado – isso é intransferível.
Aos que apoiam inquestionavelmente a gestão que terceiriza todas as atividades meio para obter um resultado melhor, esta crença permite muitas observações, especialmente se for na iniciativa pública. Quem desconhece que muitas indicações para cargos onde o desempenho é um diferencial precioso, tem como objetivo a alocação de um apoiador eleitoral? Se isso é uma grande novidade no Brasil, os casos que vêm à público são invenções da mídia e perseguição política. Daí que os deslizes cometidos pelo indicado não exclui o responsável pela atividade.
Logicamente que uma terceirização positiva tem todo o apoio da sociedade, principalmente se houver transparência e zelo com os recursos públicos. Mas qual seria o problema de se fazer isso com o pessoal do quadro efetivo da Administração Pública. Afinal os que entram via concurso não têm compromissos políticos com ninguém e são sujeitos às punições previstas na Legislação específica que os regem. Por isso, alegar falta de empenho, sob o manto da estabilidade, é problema de má gestão e não pode ser argumento para terceirizar tudo.
Qual é o diferencial do bom gestor, o que o destaca dos seus concorrentes? Fazer o mais com menos? Ou dar um resultado melhor que os outros, usando como parâmetro os mesmos recursos oferecidos? As dificuldades sempre existirão em qualquer gestão, seja pública ou privada, mas o bom gestor pode fazer a diferença. Os fatos e dados estão ai para provar! Pouco importa gostar ou não da pessoa responsável, especialmente na gestão pública do Poder Executivo. O cidadão de bem reage avaliando o benefício que retorna dos impostos que paga.
Por que estamos vivendo este caos gerado pela pandemia? Todos viram e ouviram o que dizia o nosso presidente da República quando o assunto veio à público. Ironizou a ameaça, desrespeitou as recomendações, rejeitou ofertas de imunizantes e fez propaganda de medicamentos sem comprovação cientifica. Enquanto as mortes se acumulavam e o pânico se instalou no país, ele passeava de jet ski, fazia churrasco com amigos, distribuía simpatia nas padarias e feiras. Isso é assumir as responsabilidades como chefe máximo do país? Portanto...
Um ano depois do vírus desembarcar no país, com um saldo de mais de 250 mil mortes como consequência, o presidente declara na mídia que tem um plano para combater a pandemia, mas depende do STF para lhe dar este poder de execução. Alguém que acompanhou o seu comportamento, durante as divergências entre ele e os governadores, apoia esta sua atitude? Ou mais uma vez ele se eximiu de responsabilidades? Dias atrás, ele declarou que tinha um cheque de alto valor para adquirir replica orologi o imunizante, mas o que faltava era o fornecedor. Por que falou agora?
As mortes aumentam e assustam o país. Os militares aconselharam o Mito a cessar as agressões, por causa desta pandemia, contra os gestores dos estados. Talvez por isso, na declaração de hoje, ele não acusou nenhum governador. Disse que liberou vultosos recursos e se dispôs a liberar mais, desde que haja uma previsão, demonstrando preocupação com a vida da população. Espera-se, depois dessa trégua, que tudo não desmorone por causa da queda histórica do PIB anunciado (4,1%), o maior em 24 anos, segundo a mídia. Haverá palhaço e banana?


J R Ichihara
03/03/2021

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