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Artigo
 
Agradeça e Fuja do Suicídio
Por: Valdir Pedrosa

AGRADEÇA E FUJA DO SUICÍDIO

Amanheceu e o trânsito de entidades espirituais continuou intenso na humilde moradia de dona Isabel. Aniceto conversou em particular com amigos do plano invisível sobre a incumbência recebida de Telésforo, cujo principal objetivo era o combate ativo a uma grande cooperativa de desencarnados direcionados para a maldade. Engana-se facilmente quem pensa que não há organização e método entre aqueles que se comprazem a disseminar o mal.

Enquanto isso, André e Vicente constataram, pela quantidade de trabalhadores espirituais que pernoitaram no ambiente, a importância de núcleos de serviço como aquele. Foi então que uma senhora se aproximou e exclamou: “Que o Senhor recompense a nossa irmã Isabel, concedendo-lhe forças para resistir às tentações do caminho. Por haver descansado neste pouso de amor, pude encontrar minha pobre filha, desviando-a do suicídio cruel. Graças à Providência Divina!”[1]

A exclamação dessa irmã nos chama a atenção para dois pontos. Primeiro: A importância de sermos sempre agradecidos a todos e por tudo. Sabedores que Deus é nosso Pai e que a Providência Divina é a Sua vontade manifestada sempre em benefício de Seus filhos, é a Ele que devemos reverenciar e agradecer continuamente por tudo que nos é proporcionado e por todas as pessoas que compartilham a existência conosco. Nossa gratidão deve se estender também aos inúmeros amigos desencarnados que nos auxiliam em vários momentos da vida. Nem sempre percebemos essa ajuda sutil e imprescindível, pois muitas vezes esses benfeitores atuam de forma anônima e sem alarde. Por outro lado, lembremos a necessidade de sermos úteis a todos que precisarem. Temos que fazer o bem, servir à luz e deixar permanentemente em nossos passos o doce perfume da paz. Façamos uma ponderação: neste momento, quantas pessoas teriam algum motivo para nos agradecer por algo que lhes fizemos? Não que devemos buscar reconhecimento, mas a ideia é refletir sobre o bem que temos feito ou deixado de fazer, pois não fazer o bem é fazer o mal.[2]

O segundo ponto é com relação ao suicídio. Deus nos dá a vida e somente Ele tem o direito de tirá-la. De acordo com a Codificação Espírita[3], o suicídio é uma grave transgressão da lei divina, com consequências dolorosas para quem o pratica.

No caso em questão, a senhora explicou que desencarnou há onze meses, deixando na Terra sua filha Dalva que, por sua vez, ficou viúva há três anos. Infelizmente ela não resistiu ao sofrimento tanto quanto deveria e deixou-se empolgar por espírito maléficos que arquitetavam sua derrocada. A pobre mãe se aproximava dela durante o dia, a fim de lhe influenciar para o bem, mas era em vão, pois a filha mantinha a mente enterrada em problemas e negócios materiais. Por isso aquela senhora precisava se encontrar com a filha durante a noite, enquanto seu corpo físico dormia, mas a sofrida mãe não possuía elevação espiritual suficiente para trabalhar sozinha e o grupo no qual atuava não poderia pernoitar na Crosta por sua causa. Foi então que uma amiga a levou ao posto de serviço de “Nosso Lar”, que era a casa de dona Isabel. Lá ela descansou e contou com a inestimável ajuda dos tarefeiros da luz para aconselhar sua filha sobre a necessidade de fugir do suicídio e suportar com fé, resignação e perseverança todos os percalços da existência, sabendo que há um Pai amoroso que vela por todos.

Demonstrando a importância do Espiritismo como antídoto na prevenção ao suicídio, Allan Kardec ensinou que “a calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio.”[4] Já Emmanuel esclareceu que “de todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens sem a luz da misericórdia.”[5]

Ao final da conversa com a senhora, André Luiz nos apresentou mais um motivo para agradecermos ao nosso Pai Celestial. Ele lhe perguntou se havia mais postos de serviço de “Nosso Lar” além daquele na residência singela de dona Isabel e obteve a seguinte resposta: “Ao que me informaram, há regular número deles, não somente aqui, mas também noutras cidades do país, além de numerosas oficinas que representam outras colônias espirituais, entre as criatu¬ras corporificadas na Terra. Nesses núcleos, há sempre possibilidades avançadas, imprescindíveis ao nosso abastecimento para a luta.”[1] Graças a Deus!!!

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 39 (Trabalho incessante).
[2] O Livros dos Espíritos – Allan Kardec – 3ª parte (Das leis morais) – capítulo 1 (Da lei divina ou natural) – questão 642.
[3] O Livros dos Espíritos – Allan Kardec – 4ª parte (Das esperanças e consolações) – capítulo 1 (Das penas e gozos terrestres) – questões 943 a 957.
[4] O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo 5 (Bem-aventurados os aflitos) – item 14 (O suicídio e a loucura).
[5] O Consolador - Pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier – 2ª parte (Filosofia) – item “Transição” – questão 154.

Valdir Pedrosa – Maio/2018

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