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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Previsibilidade e suas consequências
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Suspiro da Democracia ou confirmação de culpa?


Dias atrás, quando um novo aumento nos preços dos derivados de petróleo atiçou a insatisfação da população, notadamente dos caminhoneiros, o presidente da República do Brasil, o Mito para os fãs incondicionais, exigiu previsibilidade da Petrobras sobre os reajustes. Se isso acalmou os que sofrem diretamente por causa disso, visto que a maioria da movimentação interna de produtos é feita por rodovias, usando caminhões, a exigência palaciana pouco resolveu. Alguém previu que os percentuais seriam de 8,8% para a gasolina e 5,5% para o óleo Diesel?
Como todos sabem, a cada reajuste nos preços do Diesel e da gasolina na Refinaria, os produtos nas gôndolas dos supermercados sofrem aumento. Portanto, se o mercado é autorregulável e os preços devem seguir as cotações internacionais, aquela afirmação de que o dólar alto é bom para todos, segundo o superministro Paulo Guedes, é questionável. Qual a utilidade de uma previsibilidade num momento de crise econômica, visivelmente agravada pela pandemia, se ninguém vê medidas que amenizariam esses efeitos? Seria importante saber isso!
Mas no momento, as atenções estão voltadas para a votação sobre a PEC do Auxílio Emergencial que já foi aprovada no Senado, com limite de R$ 44 bilhões, sendo agora discutida na Câmara de Deputados por causa do valor considerado uma trava nesta Casa Parlamentar. O tema é delicado porque a vontade de socorrer os desassistidos não pode comprometer a responsabilidade fiscal. Qual será a decisão dos parlamentares num momento em que a sobrevivência das pessoas ou da economia são colocadas como prioridades? Breve saberemos.
Enquanto o imbróglio sobre a aquisição da vacina não se resolve, o povo fica acuado entre o isolamento e a necessidade de sair para ganhar o pão de cada dia. Portanto, a previsibilidade desejada pelo presidente Bolsonaro também se estende aos mais necessitados. Mas parece que nessas horas o caminho é de mão única – só vale no sentido dos gestores estaduais e municipais para o Poder Central. Qualquer cobrança sobre isso deve ser feita aos digníssimos governadores, prefeitos e quem mais se colocou como tábua de salvação. O Mito deu uma de Pôncio Pilatos?
Uma notícia que alimentou ainda mais a fogueira da instabilidade econômica no país foi o anúncio que o ministro do STF, Edson Fachin, anulou as condenações do ex-presidente Lula sobre a Operação Lava Jato. A ação vai dar o que falar porque sempre têm os contra e os a favor, mas o mercado financeiro, habitualmente nervoso, já reagiu e oscilou como manda a previsibilidade. Segundo os especialistas, há um receio que o presidente Mito, tendo em vista a possibilidade da candidatura de Lula, apele para o populismo que não interessa aos negócios na Bolsa de Valores.
Que rumo o país tomará após a anulação da sentença que condenou Lula? O fato é que o ex-presidente ainda não está livre do julgamento. A mudança de local, de Curitiba para Brasília, com uma nova pessoa no comando do processo, apenas deu um verniz de imparcialidade. Mas a brecha para usar as informações do julgamento anterior pode convencer que a decisão do juiz Moro foi correta. Aliás, muitos comentam que o ministro Fachin atuou para livrar o ex-juiz de um vexame, assim como para evitar a desmoralização da Lava Jato. Quantos acreditam na Justiça?
O fato é que entre o otimismo dos petistas que Lula será inocentado, podendo participar da próxima eleição presidencial, bem como o pessimismo que ele será definitivamente condenado, há um largo espaço para as especulações. Quem esqueceu que o processo para o condenar aconteceu em tempo recorde? As mil e tantas páginas foram lidas e acatadas com uma convicção inquestionável. Portanto, o aparente sinal do restabelecimento da democracia, permitindo um julgamento imparcial, pode ser um jogo de cena? A previsibilidade que o diga! Haja bola de cristal!


J R Ichihara
09/03/2021

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