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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Agora perguntar ofende... E muito
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O Mito se diz democrata! Imaginem se não fosse


O brasileiro sempre conviveu com o ditado popular “perguntar não ofende”, mas de um tempo para cá isso se tornou desrespeitoso, inoportuno e deselegante, merecendo uma resposta à altura da ousadia. Isso era muito usado nos programas humorísticos, que sofriam os cortes da tesoura da censura, como uma forma de ironia por causa da repressão. Muita água rolou por debaixo da ponte para que o povo se livrasse desta castração nos meios de comunicação e exercesse o direito à liberdade de expressão. Se bem que há exageros nas perguntas e respostas.
Quem acompanha o dia a dia no Brasil, especialmente nos noticiários que exibem as declarações do nosso presidente da República, constata que a maioria das perguntas têm como respostas frases totalmente inadequadas pelo ocupante de um cargo tão importante. Tipo “minha vontade é fechar a tua boca com uma porrada”; “basta fazer cocô dia sim, dia não”; “pergunta para a tua mãe”; “vai comprar arroz na Venezuela” ... fora outras preciosidades que o país ouviu ao longo desses pouco mais de 2 anos de mandato. Quanta ofensa por causa dos questionamentos!
À parte considerar as perguntas inconvenientes, portanto merecedoras das respostas do Mito, um pouco de diplomacia caía bem. O desgaste e os espinhos são inerentes às atribuições de um cargo cheio de cobranças. Se o Mito é tão popular, para quem o contribuinte perguntaria quais as propostas e justificativas para superar os resultados que não satisfazem? Afinal este governo veio para mudar tudo que estava errado, melhorar a vida das pessoas e moralizar a gastança desenfreada que as gestões anteriores implantaram. Por que tudo vira uma provocação?
De quem seria a responsabilidade de responder os exageros nas compras para as Forças Armadas, tipo Leite Condensado, Chicletes e outros supérfluos? O cidadão não pode exigir uma explicação sobre isso? Ou alegar que o Leite Condensado foi comprado para enfiar no rabo da imprensa satisfaz o contribuinte? Provavelmente nenhum cidadão espera esse tipo de resposta de um gestor que veio para acabar com a mamata, a propina, a corrupção e tudo mais. Devemos perguntar ao coveiro o que fazer diante de tantas mortes na pandemia? Por que não esclarecer?
O cidadão ameaçado de levar uma porrada na boca, apenas perguntou sobre o depósito de R$ 89 mil na conta da primeira-dama. Quem poderia explicar? A sugestão do cocô tranquilizou quem perguntou sobre a ameaça ao meio ambiente. Isso tem comprovação científica? Buscar resposta com a própria mãe surgiu porque alguém perguntou sobre o documento do empréstimo que justificava o depósito de R$ 89 mil. A sugestão da compra do arroz na Venezuela atendeu quem reclamou do preço muito elevado nos supermercados. Quais respostas eles mereciam?
Uma faceta do nosso presidente da República é dizer e depois negar. Pediu que mostrem quando disse que a pandemia era apenas uma gripezinha. Desafiou quem o acusa de indicar a eficácia da cloroquina. Afirmou que nunca negou a compra da vacina produzida pela China. Como se diz quando alguém diz uma coisa e depois jura de pés juntos que nunca falou? Tá de brincadeira! O fato é que o Mito é mestre em acusar sem provas, mesmo que isso o exponha ao descrédito. Depois da auditoria milionária que nada provou, voltou a falar no rombo do BNDES.
Infelizmente os opositores deste governo sentem a ferocidade dos apoiadores quando fazem algumas perguntas. Mas a democracia permite que o cidadão tenha o direito de se manifestar. Por que as reservas cambiais aumentaram com o PT? Que mudanças fizeram na CLT para atingir o pleno emprego? Como o país saiu das garras do FMI? Quais reformas profundas mudaram a vida do pobre? Ouvir como resposta “quem não está satisfeito que vá para Cuba ou Venezuela”, mostra a carência de índices socioeconômicos positivos na atual gestão federal.


J R Ichihara
15/03/2021

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