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Demétrio Pereira Sena
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TRAGÉDIA BRASILEIRA
Por: Demétrio Pereira Sena

Demétrio Sena - Magé

As notícias que recebo a todo momento, sobre pessoas internadas e mortas em razão da Covid, não dependem da Rede Globo. Chegam pessoalmente, por telefone, redes sociais. Eu mesmo tenho distribuído "meus sentimentos", a cada vez que acesso meu perfil. São amigos presenciais ou em rede social, familiares e conhecidos. Às vésperas de completar sessenta anos de idade, nunca passei por um momento como este. Não há como negar os fatos.

Confesso entender que não é possível ficar o tempo inteiro dentro de casa. Por alguma razão fortuita ou necessidade pessoal, todos nós corremos algum risco. Eu corro meus riscos e sei exatamente quais são as minhas necessidades. Mas a minha consciência sabe que não preciso frequentar bares... participar de festas ou eventos coletivos... ir ao templo (se eu fosse religioso e acreditasse que Deus está em todos os lugares, inclusive minha casa) nem ao clube, à praia, balada, passeata ou marcha para seja lá quem for.

Se todas essas aglomerações desnecessárias tivessem sido banidas de nossa rotina desde o início da pandemia... e se tivéssemos tido sempre os cuidados básicos de higiene (com água e sabão, álcool, máscara sanitária e sua utilização correta), não teríamos chegado a tal ponto. Evidentemente, para que a massa modelável da população (absoluta maioria) tivesse alguma consciência, seria necessário que o poder público e outras lideranças dessem o devido exemplo, aplicassem os recursos aos quais têm acesso e fizessem um pouco mais pelo ser humano... só um pouquinho menos por grandes lucros e vantagens pessoais.

O mais triste, mesmo, foi que a pandemia culminou com um pico de fanatismo religioso que resolveu se unir ao fanatismo político e fazer uma parceria imbecil com o poder público federal. Uma parceria na qual milhões de fiéis religiosos, maioria evangélica, são capazes de aceitar, assentir e participar de qualquer insanidade pública, por mais que firam princípios apregoados por eles, para se firmarem como poder paralelo. Isso deixou em segundo plano todos os demais problemas, em especial a catástrofe da pandemia.

Espero que tudo isso vire passado. Que o governo federal pare de brincar de governo e seus fãs parem de babar por ele a cada palavra negacionista, cada gracinha, termo chulo, medida perversa e o atraso absurdo em fazer algo definitivo para sanar os graves problemas que o país enfrenta. Também que os líderes deste país, especialmente os religiosos, voltem a se procupar mais com as pessoas e menos com o seu poder de comando sobre as outras vertentes religiosas, como se todos fossem facções criminosas rivais.

A tragédia está exposta. Une doença, morte, fome, desespero e radicalismo. Ninguém, absolutamente ninguém no poder público está preocupado conosco. Tudo gira em torno de preocupações com resultados políticos. Com os seus desempenhos nas próximas eleições, preisdenciais ou outras. O que temos a fazer é forçar o poder público a entender, de uma vez por todas, que não queremos mais ser peças nem vítimas de seus jogos mortais.

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