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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Troca nos ministérios, lockdown... Vacina!!!!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O misterioso esticador da corda?

A dança das cadeiras anunciada pela presidência da República e a demissão do ministro das Relações Exteriores, depois da lambança no tuite contra a senadora Katia Abreu, atraiu somente atenção dos comentaristas sobre política. Da mesma forma que a pendenga sobre o lockdown nacional, que não tem o apoio do novo ministro da Saúde e do presidente da República, teve apenas os seus 15 minutos de fama. O que o cidadão quer saber mesmo é quando ele será vacinado, pouco importando se a origem é chinesa, indiana, americana ou do raio que o parta.
Curioso como em tudo no Brasil, ultimamente, se prioriza o tal viés ideológico. No início da busca pela vacina, idealizada pelo governador de São Paulo João Dória, o governo federal fez tudo para desqualificar a iniciativa, a eficácia e a segurança do imunizante. Mas até onde se sabe, a campanha só começou por causa disso. Talvez até a mãe do presidente Mito tenha sido vacinada com o produto que ele tanto criticou e dificultou a obtenção. Coisas da política! Será que a raiva é porque ela pode virar um jacaré? Parece que se comprovou a teoria do cuspe para cima.
O fato é que este governo criou todos os entraves possíveis e imagináveis para que a vacina chegasse a todos. O ex-ministro da pendenga com a senadora foi contra a adesão do Brasil ao consórcio de vacinas Covax Facility, formado pela ONU em 2020, para a aquisição do imunizante. Além disso, ele apoiou todas as agressões do deputado Eduardo Bolsonaro, o filho do presidente da República, contra a China, citando a origem do vírus da pandemia e a espionagem no sistema 5G. Quem é um dos maiores fornecedores de insumos no mundo?
Infelizmente o caminho incerto para a saída desta crise sanitária, por causa das atitudes do presidente da República, nos levou a conhecida decisão do “8 ou 80”. O primeiro caso engloba a flexibilização, visando a salvação da economia, obedecendo as regras de proteção individual e distanciamento. Já o segundo, o tal lockdown, é o corretivo pela inconsciência no comportamento diante das recomendações para evitar que o contágio se espalhe. Não se pode tirar a razão do ministro da Saúde quanto ao lockdown nacional, mas isentar os infratores de punição é temeroso.
Vivemos num mundo habitado por pessoas imperfeitas. Algumas são conscientes das atitudes erradas e irresponsáveis porque têm conhecimentos suficiente para isso. Outras são ignorantes pela condição social imposta pela vida, mas aceitam obedecer às regras se alguém lhes explicar as consequências da sua imprudência. Em qual dos casos caberia a punição sem cometer uma injustiça? Fechar os olhos para os erros propositais pode resultar em um acerto inesperado? Como rotular corretamente quem é do bem nos casos mostrados pela mídia?
Espera-se que uma autoridade fale sempre a verdade quando se dirigir ao povo que depende disso no dia a dia. Ouvir do ministro da saúde que devemos usar máscara, evitar aglomerações e higienizar as mãos frequentemente, como prevenção à Covid-19, é muito salutar – o seu chefe nunca falou isso à nação. Mas dizer que não recomenda e nem proíbe o uso da cloroquina, é puro jogo de cintura. Isso foi para não bater de frente com o presidente da República? Falou também que devemos olhar para a frente. Analisar um passivo tão desastroso não importa?
Uma das lições aprendidas nesta pandemia, especialmente do lado mais fraco, é que os interesses dos governantes nem sempre estão alinhados com os da população. Quais proveitos os potenciais infectados tiram de tanta informação veiculada na mídia tradicional, nas redes sociais e nas coletivas de imprensa das autoridades? A maioria está pouco ligando se houve mudanças nos Ministérios. Ou se as vacinas produzidas no Brasil não são 100% nacionais. Mas o legado que fica é que sem investimentos em Ciência e Tecnologia continuaremos frágeis nas ameaças.
Neste 30/3/21, a troca simultânea nos comandos das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) ofuscou o recorde de 3.780 mortes pela pandemia. Soube-se que isso é inédito no país. A ausência de esclarecimentos do governo permitiu um leque de especulações porque isso ocorreu logo após a saída do Ministro da Defesa. O ex-ministro da Secretaria de Governo, o general Santos Cruz, numa entrevista à CNN, disse que essas Instituições não atendem interesses políticos e considerou um desrespeito a forma como os comandantes foram afastados. E a vacina?

J R Ichihara
31/03/2021

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