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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Frustração na tentativa de golpe?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A desobediência dos que têm juízo

Aos que duvidavam que o presidente da República do Brasil, o capitão Jair Bolsonaro, sempre foi a favor da Ditadura e do Golpe Militar, as recentes manobras dele não deixaram mais espaço para questionar. O problema é que o Alto Comando, que por tradição e disciplina interna não se pronunciou, não o apoiou nesta tentativa. Qual justificativa ele teria para colocar tantos militares, inclusive da ativa, nos postos estratégicos da sua administração? Soma-se a isso o enorme investimento na área da defesa e reajustes de salário para os quartéis. Amor à Pátria?
O fato é que o tiro saiu pela culatra, usando a linguagem militar, pelo que o povo viu nas entrevistas de alguns generais do Exército. Nas entrevistas e nas postagens, ficou muito claro que as instituições responsáveis pela segurança do país não se comportam de acordo com o viés ideológico do presidente da República, o Comandante em Chefe das Forças Armadas. Portanto, a maioria não concorda no uso dela para impor atos políticos devido às convicções pessoais do líder da nação. Defenderam que sua bússola disciplinar é a Constituição Federal – e não têm dono.
Quem ainda insiste na liderança do presidente da República para nos tirar dessas crises, que só se agravam no dia a dia, precisa colocar os pés no chão, o fanatismo de lado, a cabeça no lugar e analisar a situação com imparcialidade. Apoio dos outros Poderes? Tão certo como uma nota de 3 reais. Prestígio externo? O Mito só não encrencou com os Estados Unidos quando o Trump era o presidente deles, mas bastou Biden assumir que o love acabou. Afagos dos empresários e do Centrão? O andar da carruagem mostra que ele está cada vez mais descartável.
Mas de um político habilidoso e competente pode-se aguardar surpresas. Afinal não é à toa que o chamam de Mito. Voltou a artilharia para culpar os governadores pelo fechamento das empresas, por causa das restrições ao funcionamento dos serviços não essenciais, mas o efeito disso é insuficiente para colocá-lo no topo da aceitação popular. O povo quer saber da vacina! A única mão amiga que se estendeu foi a dos empresários “corações macios”, segundo o Posto Ipiranga, que querem comprar o imunizante para aplicar nos seus familiares e nos empregados.
Ironicamente o presidente da República havia dito, tempos atrás, que o rumo do país seria o indicado pelos empresários da iniciativa privada. Ao governo caberia apenas dar o apoio e as condições solicitadas por eles – a colheita dos bons frutos era favas contadas. Ou seja, a economia depende da ajuda coletiva da população para facilitar o crescimento da empresa privada. E os lucros beneficiariam o contribuinte de que maneira? As pesquisas apontam que os ricos duplicaram suas fortunas nesta pandemia. Será que ainda precisam de mais sacrifício dos pobres?
Uma lição que a gestão mitológica está ensinando aos brasileiros é que o presidente que assume com a clara intenção de governar para uma seleta fatia da população acaba desagradando a todos. Nossa vergonhosa desigualdade não comporta uma administração voltada para beneficiar os privilegiados por natureza. Pouco resolve rotular o servidor, que ganha um salário de fome, de “parasita”, se a balança da moral no país está com a aferição duvidosa. O auxílio-moradia de alguns “marajás” é muito mais inaceitável do que o Bolsa Família. Entretanto...
Estaria errado quem afirma que no Brasil os políticos não têm um projeto de país, mas de poder? Pelo que a história mostra é difícil o cidadão discordar. O governo que estende a mão aos pobres fatalmente será conhecido por “populista”. Aquele que priorizar a classe empresarial, argumentando que isso gera emprego e renda, indiscutivelmente será o “elitista”. Portanto, a pessoa que se situa entre os extremos – pobres e ricos -, a tal classe média, geralmente não é olhada por nenhum gestor que planeja se manter eternamente no poder. São invisíveis ao país?
Infelizmente a ideia errônea que o fato de alguém ser eleito democraticamente afasta o perigo do golpe ficou evidenciado no impeachment da única mulher que assumiu a presidência da República do Brasil, o parlamentar-jurídico-midiático. O nosso país já sofreu outros golpes, desde a Proclamação da República, sendo que na maioria das vezes havia o Exército como o líder no movimento. Sabe-se no meio militar antiguidade é posto, mas hierarquia é poder. Por isso, é muita ingenuidade acreditar que os generais obedeceriam às ordens de um simples capitão dispensado.

J R Ichihara
03/04/2021

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