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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Quartéis, Igrejas... Próximo público-alvo?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tropas nas ruas e fiéis nos templos!

Quem pensou que o presidente Bolsonaro desistiu de conseguir apoio para seu comportamento anticombate à pandemia, viu que ele tentou usar outro trunfo. Desta vez a religião, via Igrejas Evangélicas, seria o meio de desviar a atenção dos seguidos recordes de mortes pela Covid-19. Liberar os cultos presenciais, um direito Constitucional, segundo alguns defensores, que os governadores e prefeitos estão proibindo? Isso estaria acima das medidas restritivas para outras atividades que impactam negativamente na economia? O assunto chegou ao nosso STF!
Mas o presidente Mito fez um discurso em Chapecó, Santa Catarina, onde citou que esta cidade é um exemplo de combate à pandemia sem lançar mão de medidas restritivas. O problema é que talvez ele pense que a população não tem como checar as suas afirmações. Rapidamente surgiram informações que as mortes no modelo elogiado por ele superaram a média nacional. Também falou que o vírus veio para ficar, contradizendo uma declaração anterior que esta praga já estava de saída. Disse que tudo é por causa da reeleição, mas está se lixando para isso.
O fato é que a capacidade deste governo manter o país em constante crise geram desconfianças de pessoas que não exercem qualquer ingerência na Alta Administração. Por que não houve uma corrente para buscar a solução racional para esta ameaça? O que o país ganhou com a pendenga entre o governo federal e as gestões estaduais e municipais? Qual é o interesse de todos viverem neste ambiente explosivo, há mais de dois anos? À parte quem apoia incondicionalmente esta gestão, as críticas podem ajudar a encontrar o rumo certo. Por que não?
Infelizmente o breve momento em que o nosso presidente aparentou uma mudança de comportamento não faz parte da sua forma de pensar e agir. Concordar com ideias dos opositores é impensável para ele e inaceitável por seus apoiadores. Talvez ele acredite que se trata de uma guerra, onde só pode sair um vencedor – de preferência ele. Afinal declarar que “não vou deixar ninguém foder a minha família e amigos... Se precisar trocar, eu troco”, revelou como ele vê as Instituições que atuam para frear os abusos, equilibrar os Poderes e combater a impunidade.
Enquanto isso, a economia, o item mais importante pra este governo, segue tateando no escuro. O superministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do Mito, é visto como carta fora do baralho. As indicações e demissões dos seus subordinados não precisam mais o aval dele – os especialistas e a mídia veem assim. O dólar alto e os preços dos gêneros de primeira necessidade não encontram empecilhos da área econômica. Mas pelo menos a farra de domésticas na Disney acabou, para o bem do nosso turismo interno. Muitos acham que roubaram a luz do fim do túnel.
Diz-se que todo bom estrategista, assim como o gestor competente, tem um plano B para casos emergenciais. Lamentavelmente o nosso comandante não se preocupou com isso. A alternativa para combater a pandemia, a cloroquina, caiu no descrédito. O freio para conter os preços abusivos dos gêneros alimentícios, via estoque regulador, foi ignorado. Usar os mecanismos legais para conter a alta do dólar, passou longe das pretensões do Posto Ipiranga. Conter o apetite voraz das petrolíferas, nos preços dos combustíveis, não estava na agenda.
Sabe-se que o sucesso de qualquer administração depende do estabelecimento das prioridades para alcançar os resultados da forma menos traumática possível. Alocar as verbas de maneira correta pode ser decisivo para enfrentar as oscilações normais em qualquer atividade, com o foco no resultado planejado. Mas isso só é possível com as pessoas certas, as que podem fazer a diferença. Partidarismo à parte, quais medidas deste governo sinalizaram que poderíamos esperar avanços significativos? Governar é administrar os recursos para atender a população.
Manipular a opinião pública usando o artificio da confusão, tipo desviar o alvo da discussão, é visto como uma manobra irresponsável. Por que ignorar a falta de leitos de UTIs e quase 340 mil mortes causadas pela pandemia? Qual é a necessidade inadiável de alguém ir para um templo religioso neste momento? Ainda bem que o STF reforçou, via votos em plenário, o poder que deu aos governadores e prefeitos para proibir aglomerações em atividades não essenciais, ou de acordo com as circunstâncias. Parece que o Plano B escolhido deu errado.

J R Ichihara
09/04/2021

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