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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Capitão Motosserra, passador da boiada... Caiu a ficha?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O conhecido "afinar" frente a realidade!


Os discursos do presidente Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, as figuras centrais da Cúpula do Clima, destoaram do que eles sempre falaram sobre o assunto. Alguém estranhou o tom moderado de ambos? Sumiram o Capitão Motosserra e o passador da boiada sobre os incentivos ao desflorestamento? Nada sobre liberar geral para os garimpos, os desmatamentos ilegais sob a proteção federal, a intimidação dos indígenas nas suas terras. Parecia que ambos sempre foram a favor da preservação, da fiscalização rigorosa, do investimento no combate.
Quantos ouvintes acreditaram na mudança de comportamento do governo federal no tratamento ao meio ambiente? Mas ouvir deles que o mundo deve ressarcir o trabalho do Brasil pelas metas propostas soou como uma espécie de chantagem por contribuir para o bem do planeta. Provavelmente a maioria dos líderes do Primeiro Mundo não acreditou no que ouviram, baseados no que sempre declararam os representantes brasileiros do atual governo. Qual recado o presidente Mito mandou à Angela Merkel sobre a verba do Fundo Amazônia? Só ele esqueceu!
Mas o elogio do presidente dos Estados Unidos Joe Biden sobre as propostas de Bolsonaro está longe de se entender que o Tio Sam enviará um navio lotado de recursos para o cumprimento das promessas. O enviado especial para o Clima, John Kerry, disse que o discurso de Bolsonaro foi muito bom, mas questionou: “Brasil cumprirá suas promessas”? Talvez a forma como o nosso país tem se comportado maculou a imagem no âmbito internacional, principalmente nas declarações do presidente da República sobre Meio Ambiente e Direitos Humanos. Portanto...
Como os opositores do governo viram os dados relevantes citados pelo presidente Bolsonaro no seu discurso? A maioria considerou um descaramento elencar os pontos positivos, visto que esta gestão em nada contribuiu para consolidar esses avanços. Pelo contrário. Seu discurso sempre foi que a fiscalização é uma indústria da multa, o INPE e o IBAMA não merecem crédito e os índios e colonos destroem a floresta. Daí a frase do ministro do Meio Ambiente, na célebre reunião que veio à público, que era para aproveitar a pandemia e “passar a boiada”.
Àqueles que defendem este governo, resta a decepção de comprovar que o discurso bonito, apenas para agradar, está totalmente descolado da realidade, das ações demonstradas no dia a dia. Seguramente muitos chamariam o Mito de mentiroso, se isso não fosse motivo de enquadramento na LSN. O que todos ouviram dele sobre preservar o Meio Ambiente foi “fazer cocô dia sim, dia não”. A prioridade dele sempre foi desmatar para o agronegócio e madeireiras, explorar recursos minerais e expulsar os índios das suas terras – nenhum centímetro para eles.
Dizem que a ficha caiu quando a pessoa se apercebe da forma errada que estava se comportando, ou o equívoco que estava cometendo, sobre uma situação específica. O grave problema deste governo é que eles nunca admitem que podem estar enganados, que a crítica e a opinião da oposição nem sempre é para denegrir a imagem. Quantos ignoram que para o presidente e seus fãs incondicionais, todos estão contra ele, o único que age corretamente nas situações que o país enfrenta no dia a dia? Por isso o Messias está carregando a cruz sozinho!
Uma meta desafiadora, como zerar a emissão de gases que afetam o efeito estufa até 2050, pode ser um tiro no pé? Não se sabe em que argumentos científicos ele se baseou para colocar isso no papel, mas foi como se comprometeu no seu discurso na Cúpula do Clima. Quem não gostaria que isso acontecesse? Mas o que cerca as expectativas de incertezas é a forma como ele gerencia os recursos que nos levaria ao resultado proposto. O martelo está batido e agora não tem mais volta. Então... Quem será responsabilizado pelo descumprimento previsto?


J R Ichihara
24/04/2021

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