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Matosinho Serafim da Silva
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CUIDAR-SE PARA NÃO ERRAR
Por: Matosinho Serafim da Silva

Aconteceu, quando no setor da empresa em que eu trabalhava na função de operador de caixa, ao registrar o depósito do cliente que eu atendia naquele exato momento, ao entregar-lhe o seu recibo ele sai apressadamente. Certamente estava à caminho do seu próximo compromisso, que por uma questão de horário, provavelmente estaria prestes à fechar.

Ao final do expediente eu fazia o fechamento do meu caixa, quando me deparei com o valor de R$ 900,00 (Novecentos reais) que sobrara exatamente da operação daquele cliente.

Fiquei confuso e pensei qual seria meu primeiro passo a partir daí. Levei ao conhecimento do meu superior sobre minha decisão de procurar o cliente. Acessando arquivos internos, peguei seu endereço e rapidamente fui ao seu encontro. Telefonar para ele não me trouxe sucesso. Estava sempre dando ocupado.

Chegando em sua residência, enquanto eu saía do carro ele se preparava para sair em sua bicicleta, apresentando-se chateado, apressado e com cara de muita raiva. Ao me reconhecer eu pude ver em suas feições a vontade que ele demonstrava em me agredir.

Vendo ele, que eu portava em minhas mãos um envelope timbrado da empresa, certamente imaginou do que se tratava, o valor correspondente a diferença do seu depósito. Sem querer acrescentar conversas, eu lhe disse: Meu amigo, vim entregar para você o valor que ficou para trás e te pedir desculpas sinceras pelo ocorrido.

Ele abrindo o envelope, conferiu o dinheiro e mudando seu semblante abraçou-me sorridente, e me disse, poxa vida, se este dinheiro não chega até à mim nesta hora, o pior já estava para acontecer... Eu fui jurado de morte e não passaria das vinte horas desta noite.

Exatamente naquela hora o meu relógio apitou oito horas da noite. Chegava junto a nós o seu credor. Aquele sujeito aproximou-se dele passando na minha frente, e com um olhar feroz perguntou-lhe pelo valor lhe devido... Em resposta, pediu-lhe desculpas e sem mais palavras, lhe é entregue o seu dinheiro. Ele confere ainda com um olhar e gestos de “briguento” e saiu sem se despedir.

Por alguns minutos enquanto nós dois conversávamos, fui convidado para entrar. Ofereceu-me água e café e contou-me grande parte da sua história contida nesta trajetória, que por sinal, muito me comoveu e me fez refletir que as nossas atenções precisam ser bem aplicadas à cada situação do que vivemos no dia a dia.

Hoje, com o passar de mais de dez anos, contamos com a grande e confiável amizade entre nós, resultado de um erro ou de uma falha que muitas vezes é passivo de causar grandes transtornos e dissabores na vida do ser humano, levando a acontecer o pior, ou seja, a agressão física seguida até mesmo de morte.

Matosinho Serafim da Silva
Governador Valadares–MG.
25/04/2021

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