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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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A facilidade para fazer declarações inoportunas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Defender atacando o inimigo errado não vence a guerra


Que este governo se notabilizou por fazer declarações inoportunas ninguém desconhece, mas quem pensava que o estoque havia acabado se enganou redondamente. O pior é que a intensidade delas obedece a uma hierarquia rigorosa, tipo a disciplina militar que o capitão paraquedista tanto valoriza. Seja da insatisfação do superministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do presidente Mito, com o dólar que permitia uma “farra das domésticas” na Disney, à recente expectativa de vida do brasileiro, em que todos querem viver até os 100 anos – isso é muito ruim.
Anteriormente o todo-poderoso Paulo Guedes, um primor de gestão pública se analisarmos os resultados pífios, disse que o dólar só chegaria aos R$5,00 se fizéssemos muita besteira. Tem autoavaliação melhor que os números exibidos diuturnamente? Talvez ele seja contra o pobre, que depende de aposentadoria oficial, viver até uma idade que deveria ser um orgulho para qualquer país desenvolvido, mas o Brasil é mesmo diferente. Afinal, parasita sugará os cofres públicos até a última moeda da suada acumulação conseguida pelos gestores atuais.
Mas o festival de declarações inadequadas, para não dizer esquisitas, beirando a infantilidade, não param por aí. Chegou ao conhecimento público que o ministro da Casa Civil Luiz Eduardo Ramos disse que tomou a vacina escondido, por orientação do Palácio do Planalto. A que ponto chegamos! Divulgar a cloroquina como medicamento salvador pode... tomar a vacina cientificamente aprovada, não pode. No fato cabe qualquer termo pejorativo que se queira dar: irresponsabilidade, dissimulação, palhaçada e tudo mais que uma atitude dessa representa.
Os noticiários informam que a situação da pandemia na Índia se agravou de forma preocupante, mas que os estados Unidos e a Europa estenderam as mãos oferecendo ajuda no combate. Alguém ouviu algo semelhante com relação ao Brasil? Será pelas recentes declarações do superministro Paulo Guedes, onde acusa a China por criar o vírus e ainda fornecer vacina de eficácia inferior às demais disponíveis no mercado? Até onde se sabe os chineses estão pelas tampas com as declarações dos nossos representantes da Alta Cúpula. Parceira é isso mesmo?
Como entender tanta declaração desnecessária num momento delicado e incerto quanto ao fim da pandemia? Será que a equipe escolhida a dedo pelo presidente Mito não se dá conta que a guerra não é contra ideologia, adversários políticos, traficantes e outros confrontos desgastantes do dia a dia? O presidente Bolsonaro insiste que a solução para esta crise é botar o Exército nas ruas... Para quê? A única arma contra o inimigo que enfrentamos é a Ciência e a disciplina nos procedimentos recomendados. Ou alguém precisa desenhar isso para ele?
Infelizmente, acossado pela CPI da Covid-19 e sem qualquer estratégia racional para a população, resta o estilo ditatorial que o nosso presidente tanto valoriza. Botar as Forças Armadas nas ruas para garantir o direito do povo se aglomerar? Qualquer cidadão de discernimento mediano sabe que as manobras militares são recursos de proteção à possível ameaça de um inimigo externo, mas a pandemia se fortalece com as aglomerações, principalmente quando as regras preventivas são desobedecidas. Portanto, quem está esticando a corda ultimamente?
Quantos seriam contra o uso das Forças Armadas se elas estivessem colaborando nesta guerra montando e desmontando hospitais de campanha, distribuindo vacinas, organizando locais de imunização e garantindo a segurança da população neste momento complicado? O país não está precisando de tanques nas ruas para intimidar prefeitos e governadores, mas de uma soma de esforços para conter as mortes evitáveis que deixarão milhares de famílias sem respostas. Se a solução para justificar mais de 400 mil mortes é botar o Exército nas ruas... Adeus Ciência!


J R Ichihara
30/04/2021

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