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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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O morde e assopra palaciano e suas interpretações
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A manipulação e a parcialidade continuam em alta?

O Dia do Trabalhador no 1° de maio deste ano teve poucos motivos para comemoração. No meio de um desemprego recorde, além das mais de 400 mil mortes por causa da pandemia, o brasileiro preferiu manter o isolamento social recomendado pelos responsáveis pelo controle sanitário. Mas a mídia exibiu imagens das manifestações pró e contra o atual governo federal, onde a avaliação positiva depende do lado que se quer ver. Afinal, diante de tanta adversidade, a maioria não tem mesmo por que externar apoio à situação que vivemos. Não caberia protestar?
Mas a seletíssima equipe do presidente Bolsonaro insiste nas declarações ofensivas aos menos favorecidos. Disse o superministro Guedes que o FIES, o recurso para o acesso dos mais pobres ao ensino superior, gastou verba pública para favorecer o filho do porteiro que zerou na prova. Isso está muito alinhado com uma declaração anterior do Mito, quando falou que “quem gosta de pobre é o PT”, justificando a cobrança da bagagem nas empresas aéreas. Soma-se a isso a declaração de um ministro da Educação que a Universidade não é para todos. Entenderam?
Curioso é a mudança no tom de algumas declarações palacianas. Disse o ministro da Comunicação Fabio Faria que o presidente não mediu esforços para combater a pandemia. Todas as falas do atual ministro da Saúde Marcelo Queiroga citam o capitão como o grande timoneiro na busca da solução para a crise. Ou seja, que o povo esqueça as barbaridades que ele disse anteriormente e passe a admirá-lo com todo o respeito que merece. No popular isso é conhecido como a atitude típica de um “cara de pau”. Continuam brincando com uma coisa seríssima?
Infelizmente a pose de duro na queda, apesar de todas as evidências de omissão e descaso, além do comportamento irônico nas diversas declarações sobre a pandemia, continua sendo a bandeira de luta do presidente da República. Enquanto os assessores se desdobram para mudar a imagem negativa deste governo perante o país e o mundo, tentando convencer o povo que houve emprenho do governo federal, Bolsonaro minimiza a CPI da Covid-19 dizendo que não está preocupado com isso. O que são mais de 400 mil mortes diante do problema econômico?
A economia, segundo este governo, é a atividade mais importante do Brasil. Portanto, o foco da equipe foi direcionada para a privatização da CEDAE (Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro), a estatal responsável por água e esgoto no estado. O leilão foi comemorado um sucesso porque arrecadou R$ 22,7 bilhões, ficando 133% acima do esperado. Mas os benefícios só serão conhecidos após algum tempo de gestão privada. A expectativa de todos é que os serviços sejam melhores e mais baratos. Os exemplos anteriores comprovam isso?
No mais, o Rio de Janeiro seguiu nos holofotes pelo impeachment do governador Wilson Witzel, denunciado por esquema de corrupção na Secretaria de Saúde. Além do placar arrasador de 10 a zero, ele teve os direitos políticos suspensos por 5 anos. Nunca é demais lembrar que ele era um dos paladinos da Justiça e da moralidade na gestão pública. Também se elegeu sob a onda do combate à corrupção capitaneada pelo então fenômeno Jair Bolsonaro. O resumo é que a cada desmascaramento das pessoas acima de qualquer suspeita, a mesmice se fortalece.
Qual seria a utilidade de se rebobinar o filme sobre ética, moral, velha política e combate à corrupção. Citar que o senador Renan Calheiros não poderia ser o relator da CPI da Covid-19, mas ignorar que o maestro do impeachment da presidente Dilma foi o deputado Eduardo Cunha? Não se pode comparar as situações, acham os saudosos moralistas. Ressuscitar a blindagem, que muitos pensavam definitivamente sepultada, agora é legal, republicano e atribuição do titular da cadeira presidencial. Os fatos comprovam que a mudança prometida era conversa de palanque.
Lamentavelmente até a mídia, antes a voz da insatisfação contra os desmandos, perdeu o foco, tornou-se desacreditada, virou lixo – o símbolo do poder e da liberdade de expressão foi rebatizado de Globolixo. Se não houve auto amordaçamento... Como justificar o silêncio diante de tanto absurdo, ofensas e agressões verbais de natureza inaceitável? Será que pararam de esticar a corda porque o presidente Mito disse que vai botar o “Exército dele” nas ruas? Ou temem a mordida e aplaudem o assopro planaltinos? Talvez a verdadeira mudança nacional seja essa!

J R Ichihara
03/05/2021

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