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Artigo
 
Nuvens de Bactérias
Por: Valdir Pedrosa

NUVENS DE BACTÉRIAS

“Estão vendo aquelas manchas escuras na via pública? (...) São nuvens de bactérias variadas. Flutuam quase sempre também, em grupos compactos, obedecendo ao princípio das afinidades. Reparem aqueles arabescos de sombra. (...) Observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente obscuros. São zonas de matéria mental inferior, matéria que é expelida incessantemente por certa classe de pessoas. Se demorarmos em nossas investigações, veremos igualmente os monstros que se arrastam nos passos das criaturas, atraídos por elas mesmas.”[1]

Aniceto, André Luiz e Vicente partiram logo pela manhã da casa de dona Isabel, volitando, com destino ao campo. No trajeto o benfeitor espiritual chamou a atenção dos pupilos para o cenário de um dia normal no plano físico. André, que antes conseguia enxergar apenas homens, animais, veículos e construções cravados no chão, sentia-se agora nadando em um alto mar de oxigênio, vendo mais abaixo encarnados se arrastarem em uma espécie de água turva, como se utilizassem espessos escafandros para se movimentarem penosamente no fundo lodoso do oceano. Foi então que Aniceto pediu-lhes que observassem as manchas de bactérias, os grandes núcleos de matéria mental de ordem inferior, expelida por algumas pessoas. Além disso, destaca-se o fato dessas nuvens de bactérias se acoplarem nos indivíduos com os quais há afinidade e a possibilidade de visualização dos verdadeiros monstros que, invigilantes, atraímos para junto de nós.

O mentor salientou a importância do “orai e vigiai”, ensinado no Evangelho, como verdadeiro tratamento mental, pois o homem é afetado tanto pelas nuvens de bactérias que lhe destroem a vida física, quanto pelas que lhe devastam o equilíbrio psíquico. Destacou que “somente os homens de mentalidade positiva, na esfera da espiritualidade superior, conseguem sobrepor-se às influências múltiplas de natureza menos digna. (...) “Não podemos considerar somente, no capítulo das moléstias, a situação fisiológica propriamente dita, mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada. Ora, se temos a nuvem de bactérias produzidas pelo corpo doente, temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias. Desse modo, na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos, como almas.”[1]

É importante salientar que a maioria dos males que nos assolam foi criada por nós mesmos em uma vida passada ou nesta encarnação, devido a desequilíbrios diversos instalados em nossa intimidade. Não há dúvida que a medicina possibilita ao homem o tratamento do organismo físico. Contudo, não se pode negar que isso é apenas parte do processo e que, no tocante à cura real, ela é de nossa única e exclusiva responsabilidade, como Espírito imortais que somos. Daí a existência terrestre configura-se em excepcional oportunidade para aqueles que, verdadeiramente, se interessam pela aquisição de conhecimento e elevação espiritual. Aniceto destaca ainda a importância da fé religiosa, sem sectarismo, pois ela cria na mente do homem um estado de confiança, otimismo e bom ânimo, que são fatores essenciais para alcançar a vitória plena em si mesmo.

Voltando ao assunto das nuvens de bactérias, André Luiz lembrou, com justa preocupação, do alto poder reprodutivo da flora microbiana. Como professor dedicado sempre disposto a esclarecer as dúvidas de seus alunos, o generoso Aniceto ensinou que ““todos precisamos saber emitir e saber receber. Para alcançarem a posição de equilíbrio, nesse mister, empenham-se os homens encarnados e nós outros, em luta incessante. E já que conhecemos alguma coisa da eternidade, é preciso não esquecer que toda queda prejudica a realização, e todo esforço nobre ajuda sempre. (...) se não fosse o poder muito maior da luz solar, casada ao magnetismo terrestre, poder esse que destrói intensivamente para selecionar as manifestações da vida, na esfera da Crosta, a flora microbiana de ordem inferior não teria permitido a existência dum só homem na superfície do globo. Por esta razão, o solo e as plantas estão cheios de princípios curativos e transformadores. (...) Nada obstante esse poder imenso, recurso divino, enquanto os homens, herdeiros de Deus, cultivarem o campo inferior da vida, haverá também criações inferiores, em número bastante para a batalha sem tréguas em que devem ganhar os valores legítimos da evolução.”[1]

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 40 (Rumo ao campo).

Valdir Pedrosa – Junho/2018

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