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Jornalismo
 
A banalização da morte pelo governo brasileiro
Por: Marlene A. Torrigo

Tiro o chapéu em homenagem aos Estados Unidos da América que já vacinaram mais da metade dos americanos adultos, prometendo que todos estarão vacinados até o final de julho. Enquanto isso, no Brasil, a banalização da morte pelo descaso do Governo Federal enche as famílias brasileiras de medo, angustia e dor. Muita dor.

Num espaço breve de tempo chegaremos a meio milhão de mortes. São mortos sem direito a que as famílias vejam mais seus rostos num último adeus (esquife com visor transparente ainda não foi inventado), sem direito a velório, sem acompanhamento fúnebre. São milhares de mortes diárias. Tudo transcorrendo tão normal para um governo negacionista da pandemia. Se morreu, morreu. Enterre-se. Creme-se. E está pronto, encerrado, terminado. Chorem, lamentem a vontade.

Que tragédia vivemos! E seguimos atarantados, brutalizados na nossa dor, perdendo familiares, parentes, amigos, temendo pelo bem estar dos nossos entes queridos. Brasileiros estão à revelia de um governo genocida que finge estar vacinando em massa. E são tantos os empecilhos inventados para não concluir o ciclo da vacinação. A segunda dose dos idosos que tem dia programado para ser tomada, virou piada federal. Pobres desses idosos!

O Brasil tem 212 milhões de brasileiros. O presidente dos Estados Unidos conseguiu um feito extraordinário na pandemia; em apenas 100 dias - à frente de um país de mais de 330 milhões de habitantes - dar ênfase à vacinação em massa. Tudo ao contrário dos feitos do presidente do Brasil que no enfrentamento à pandemia sempre mostrou total incompetência e desumanidade, estimulando o contágio com aglomerações. Num gerenciamento desastroso levou a economia à quase falência, enquanto a economia americana cresceu no nos primeiros meses de 2021.

Nessa lentidão de aplicação de vacinas, com tanto entrave à segunda dose para quem já tomou a primeira, ainda não chegamos ao ápice de mortandade - segundo especialistas na Covid-19. Se o governo brasileiro não acelerar a vacinação ultrapassaremos meio milhão de mortes e todos, de crianças à idosos, todos vivenciaremos uma tragédia estarrecedora ainda maior, de mais sofrimento e dor com o presságio sombrio de novas ondas e novas cepas.

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