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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Defensores do vírus?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando além de não ajudar faz tudo para atrapalhar

A CPI da Covid-19 que muitos têm acompanhado pela mídia permite à população identificar quem realmente procura esclarecimentos sobre os caminhos que nos levaram a mais de 410 mil mortes nesta pandemia. Chamou a atenção a posição dos dois ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, nos depoimentos, sobre o uso da cloroquina, o ineficaz medicamento defendido pelo presidente da República. Ambos foram taxativos sobre a recomendação, inclusive desocuparam o cargo por este motivo – foram vencidos pelo fãs do vírus.
O ex-ministro general da ativa Eduardo Pazuello, que seria o próximo a depor na Comissão do Senado Federal, alegou infecção pela Covid-19 e seu depoimento foi adiado para o dia 19/05/21. Por isso, em seu lugar, compareceu o atual ministro da Saúde Marcelo Queiroga. Quem ouviu as suas respostas pôde ver que as esquivas foram intencionalmente no sentido de proteger o presidente Bolsonaro quanto ao incentivo público para usar os medicamentos sem comprovação cientifica. Ou seja, não se posicionou como os seus antecessores. Valeu a pena?
Mas o que o povo comprovou foi a clara posição defensiva de alguns senadores sobre as atitudes do presidente Bolsonaro. Para eles pouco representa o número de mortes e a situação caótica da vacinação no país. O próprio ministro falou que só poderá confirmar a proibição do uso da cloroquina depois de aprovado um documento elaborado pelo Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Quando perguntado sobre a proibição do uso até a posição definitiva deste órgão, a resposta não esclareceu absolutamente nada. Só político é escorregadio?
Longe de considerar que o atual ministro é mal-intencionado ou incompetente, mas a sua posição como técnico da área da saúde, como ele frisou várias vezes, submetido a vontade presidencial, deixa muito a desejar. Visto por este ângulo de leigo, provavelmente a maioria da população elogiou a conduta dos seus antecessores porque não aceitaram uma imposição que contrariava seus conhecimentos e questionava suas reputações. Mas apesar das evasivas quando as respostas eram importantes, o depoente recebeu elogios de alguns presentes. Havia motivo?
Quem assume um cargo público no meio de uma situação delicada deve esperar afagos, compreensão excessiva e muitos tapinhas nos ombros? Ou as cobranças devem ser feitas, independentemente das condições para cumprir a missão? Aceitar e depois alegar falta de condições é uma justificativa decepcionante, mas quando o próprio chefe é o maior problema ninguém é obrigado a permanecer por orgulho pessoal. Afinal dizer que tem todo o apoio, mas saber que a realidade não mostra isso, é um bom motivo para pegar o boné - tudo tem um limite!
Uma tentativa dos defensores do governo federal nesta CPI foi alegar que os medicamentos ineficazes têm respaldo técnico, inclusive mostrou-se estudos e publicações de profissionais de renome, segundo um senador que defende o presidente da República. Mas a nossa posição oficial não é da Anvisa e do Conitec? Além do mais, gastar verba pública em um remédio, sem comprovação cientifica, para evitar uma doença mortal, é um desperdício que precisa ser apurado. Por que não? Se alguém é o responsável precisa se explicar ao contribuinte.
Infelizmente mais uma declaração do presidente da República aumentou o desgaste nas relações com a China, o principal fornecedor do insumo para a produção de vacinas no Brasil. Disse ele que há uma guerra biológica, insinuando que provocada por aquele país, com o objetivo de dominar o mundo. Os envolvidos nas negociações disseram que nada mudou por causa disso. Mas quantos acreditam que os chineses não reagirão com alguma represália? E pensar que mudaram o ministro das Relações Exteriores para melhorar a imagem da nossa diplomacia.
Esta CPI está mostrando que o vírus têm aliados de peso no Brasil. Soube-se que houve a tentativa de incluir na bula de um medicamento, comprovadamente ineficaz, que se aplicaria no combate à Covid-19. Tanta insistência não permite o levantamento de várias suspeitas? Seria a tal “imunização de rebanho”? Ou a ideia de fazer as previsões subdimensionadas, incentivando aglomerações e ignorando o uso de máscaras fazia parte do plano de um grupo contra o isolamento físico? Por que “cutucar” tanto o nosso maior aliado neste desafio? Portanto...

J R Ichihara
07/05/2021

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