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O Dia e a Noite
Por: Valdir Pedrosa

O DIA E A NOITE

Gosto de pensar no dia dividido em duas partes: doze horas para o dia propriamente dito (das seis às dezoito horas) e mais doze para a noite (das dezoito às seis horas). Programo e realizo minhas atividades de acordo com o tempo disponível, respeitando os períodos destinados à família e amigos, à oração, à ocupação profissional, às tarefas e estudos doutrinários, à leitura prazerosa, aos exercícios físicos e à prática de esportes. Ah, é claro, não posso me esquecer do merecido e necessário repouso. Mas, alguém pode perguntar: como é possível fazer tudo isso em apenas um dia? A resposta é simples, porém não é de fácil aplicação no início: planejamento, vontade, disciplina e comprometimento. Sem esses fatores não conseguimos priorizar o que é mais importante na vida.

Desta forma, se lhe falta tempo para realizar algumas coisas relevantes em sua existência, pare e reflita sobre o que você está fazendo com as vinte e quatro horas que Deus lhe concede todos os dias para que sejam aplicadas em sua evolução. Sim, porque, no final das contas, precisamos aproveitar a encarnação para progredirmos em todos os aspectos possíveis. Com André Luiz e seus amigos temos aprendido que não podemos perder tempo com a ociosidade. Então, mãos à charrua!

E por falar em nosso amigo espiritual, ele, Vicente e o mentor Aniceto deixaram a residência de dona Isabel volitando, atravessaram a cidade e chegaram à uma propriedade rural com vastas árvores acolhedoras. Foram recarregar as energias depois de uma intensa noite de árduos trabalhos. Ao descansarem em uma relva macia, Aniceto, respirando a longos haustos, começou a explicar a importância do dia e da noite em nossas vidas: “Os desencarnados, embora não se fatiguem como as criaturas terrestres, não prescindem da pausa de repouso. Em geral, nossas operações, à noite, são ativas e laboriosas. Apenas um terço dos companheiros espirituais, em serviço na Crosta, conserva-se em atividade diurna.”[1]

Pois bem, ao contrário do que muitos pensam, os Espíritos também necessitam descansar. É óbvio que não se dá com eles da mesma forma como acontece com o homem comum. No entanto, é preciso dar uma pausa com o objetivo de recuperar as forças e se preparar para as próximas tarefas. Não podemos esquecer que em “Nosso Lar” há alojamentos, residências e um período de férias para todos os trabalhadores da colônia.

Na crosta terrestre, a maioria das pessoas exerce atividades no decurso do dia. À noite grande parte da humanidade se rende ao sono do corpo físico, o que permite aos benfeitores espirituais auxiliarem mais diretamente, uma vez que os laços energéticos que retêm o Espírito à carne estão mais tênues. Todavia esse auxílio se reduz fora do período noturno, como bem explica Aniceto: “Aliás, isto é razoável. O dia terrestre pertence, com mais propriedade, ao serviço do Espírito encarnado, O homem deve aprender a agir, testemunhando compreensão das leis divinas. Pelo menos durante certo número de horas, deve estar mais só com as experiências que lhe dizem respeito.”[1]

Com isso percebemos o quão é maravilhosa a Providência Divina, pois temos no decorrer da noite momentos sublimes em que somos orientados, esclarecidos, consolados e tratados em diversos sentidos com imenso desvelo pelos amigos espirituais. Porém, temos as horas do dia para agradecer todo esse carinho, colocando em prática o amor que deles recebemos. São as horas de testemunhar e vivenciar as experiências que são tão importantes para o nosso progresso espiritual. Momentos estes se assemelham àqueles nos quais os professores, após terem ministrado as mais imprescindíveis lições, se afastam para que os alunos sejam avaliados por meio de provas específicas, de acordo com o aprendizado proporcionado pelos mestres, os quais permanecem vigilantes às necessidades de seus tutelados. Não obstante, dão aos pupilos o espaço necessário para crescerem.

De forma magnífica, o querido benfeitor encerra essa parte da lição esclarecendo: “O dia e a noite constituem, para o homem, uma folha do livro da vida. A maior parte das vezes, a criatura escreve sozinha a página diária, com a tinta dos sentimentos que lhe são próprios, nas palavras, pensamentos, intenções e atos, e no verso, isto é, na reflexão noturna, ajudamo-la a retificar as lições e acertar as experiências, quando o Senhor no-lo permite.”[1]

Amigo(a), face ao exposto, avalie seu dia, sua noite e reflita no que tem espalhado ao seu redor. Veja se, mesmo diante das dificuldades, você tem deixado um rastro de luz, paz e o suave perfume do Evangelho em suas pegadas. O seu dia e a sua noite são apenas seus. São presentes inestimáveis que Deus lhe dá a cada ciclo de vinte e quatro horas. Cuide bem deles. Escreva, ou melhor, vivencie em suas páginas as mais belas linhas para que as pessoas se lembrem dos ensinamentos de um certo galileu que passou por aqui há pouco mais de dois mil anos.

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 41 (Entre árvores).

Valdir Pedrosa – Junho/2018

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