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Haroldo Pereira Barboza
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Embromação - capítulo 4
Por: Haroldo Pereira Barboza

Embromações - capítulo 4

Numa época em que herdeiros das “capitanias” definiam suas normas em seus “estados”, o poder central era contestado por fazendeiros e donos de fábricas, que manipulavam mais de 90% das divisas nacionais.

No final do século XIX, o Brasil precisava adquirir “prestígio” internacional. Desta forma, foi planejada a implantação da república, para “conceder” ao povo o poder democrático de decidir seu futuro.

Iniciamos pela criação do Partido Republicano (claro). Mas uma “democracia” que se preza, precisa exibir “oposição” para encobrir vestígios de monopólio. Então surgiram poucos partidos nanicos, talvez compostos por serventes (lacaios dos poderosos) que sabiam não terem chance em qualquer modelo de eleição - imaginem o tipo de cédula eleitoral desta época.

Então, num universo de quase 12 milhões de habitantes (mais de 10.000 eleitores?) “aperfeiçoaram” o processo usado na monarquia, quando apenas quem tinha renda acima de valor definido, poderia votar. Inventaram o tal voto de cabresto, controlado pelos “coronéis”.

Já dá para imaginar que os “eleitos” eram parentes dos grandes fazendeiros da época (filhos de condes, viscondes, barões e “tubarões”). E assim foi montado o primeiro governo nacional escolhido (?) pelo povo. Desta forma, as normas fazendárias (das fazendas) foram oficializadas (com bastantes alíneas e parágrafos atenuantes) e os advogados certamente deram palpitadas preciosas para editar as “leis” embaralhadas que forneciam (ainda é assim) tranquilidade aos juízes para condenarem potenciais oponentes aos reais governantes de nosso território, bem como desestimular qualquer cidadão da plebe de tentar entendê-las. E principalmente, livrar os que se aproveitavam da ignorância popular.


Haroldo / RJ - junho/2021

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