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Haroldo Pereira Barboza
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Embromação - capítulo 5 (final)
Por: Haroldo Pereira Barboza

Embromação - capítulo 5 (final)

De forma nebulosa, nossa trajetória política vem se “aprimorando” desde o princípio do século XX. A cada década uma demanda tornou-se trampolim para iludir (embromar) os oprimidos desprovidos de educação e conhecimentos para avaliar a coerência das promessas esdrúxulas anunciadas pelos candidatos que a cada eleição trocavam de posição entre as duas existentes: situação x oposição. Curiosamente com diversos partidos (já passamos de 30 quadrilhas), apesar da lógica social indicar um máximo de três.

Passamos por promessas de extinção da seca, aprimoramento de ferrovias e portos, desburocratização, impostos equilibrados, equipe pública enxuta, programas de moradia para todos, transporte inteligente, segurança pública adequada, além de hospitais e escolas de qualidade (com cursos técnicos) compatíveis com os impostos extorquidos.

O grau de alienação de nosso povo é tão elevado que os MESMOS, prometendo as MESMAS falácias, se reelegem por mais de 8 vezes ao longo de suas carreiras desonestas.

Nos momentos eventuais em que surgiram lideranças “perigosas” ao sistema que oprime a galera que se esfola de forma escrava, alguns “petiscos” foram oferecidos para distrair a massa potencialmente pronta para tentar uma organização cívica estruturada para reduzir as mordomias das ratazanas (herdeiros do século XIX) que vendem até familiares para manterem suas polpudas riquezas adquiridas nas “comissões” em contratos lesivos aos acomodados pagadores de impostos.

Por dezenas de anos os mentores da desgraça popular concederam perdões de dívidas para escolas de samba, clubes de futebol e templos religiosos que direcionam os “fiéis” aos caminhos da estagnação educacional e profissional. A TV tornou-se uma ferramenta de grande disseminação de “besteirol”, através de programas de auditório inócuos, novelas falindo valores familiares e séries de confinamento como BBBB. Rapidamente cortaram programas musicais cujas letras traziam alertas concretos sobre nossa opressão subliminar. “Bug bug bye bye” tornou-se sucesso popular. Valores morais e familiares foram esgarçados para que a bandalheira geral se tornasse a marca padrão que caracteriza nossa imagem ao redor do planeta. Passamos a ser refúgio de ladrões que cometeram crimes em suas terras nativas e aqui chegaram como grandes personalidades, cheias de grana conseguida ilicitamente. Eles chamam nossa impunidade de “terra aconchegante”. O assalto ao trem pagador da Inglaterra é um belo exemplo desta prática indecente regular. As cadeias abrigam “escritórios” dos criminosos, com mais mordomias que hotéis 5 estrelas.

Já no século XXI, passaram a usar os meios eletrônicos para “viciar” jovens em jogos de “combates” e redes sociais saturadas de desperdícios, ao invés de enaltecer atividades de pesquisas e invenções para reduzir custos de nossos produtos e serviços.

Nossas fronteiras desprotegidas servem de passagem para produtos ilegais para outros continentes, obtenção de drogas, bem como aquisição de armamento pesado que delimita nosso direito de circular dentro da localidade onde nascemos.

Se você pensa que não dá para piorar, aguarde uns 9 ou 12 anos para começar a sentir saudades do tempo em que foi possível frequentar praias e praças sem pagar pedágio. Talvez permitam que os valores sejam descontados no imposto de renda, até o limite de 0,5% de seu imposto devido.

Vai ter gente batendo palmas com esta “vantagem” oferecida pelos generosos arquitetos da nossa decadência cívica.

Nossa sociedade é um colosso. Sobrevive no fundo do poço.


Haroldo - RJ / Junho - 2021

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