A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Desinformação, modéstia e tiro no pé
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Pedra e vidraça aprenderam a conviver?

A cada apoiador do governo federal que comparece à CPI da Pandemia para explicar a sua atuação no combate à Covid-19, a população recebe mais desinformação sobre o que a Ciência recomenda. Mas uma característica comum a todos é a modéstia acima de tudo. Quem ouve as respostas deles se pergunta como o mundo não volta os olhos para o centro de excelência que o Brasil se tornou nesta crise sanitária. Como duvidar das afirmações do deputado federal Osmar Terra, sobre a previsão das mortes e a duração da pandemia? Somos um povo abençoado!
Os resultados exibidos pelo nosso país comparados com o resto do mundo comprova tanta arrogância dos nossos “iluminados” cientistas e suas convicções? Como qualquer pessoa com um mínimo de inteligência pode analisar, citar um dado sem comparar com alguma coisa é de uma inutilidade fantástica. Segundo o eminente deputado Osmar Terra, sua previsão convincente se baseou em casos seletivos escolhidos a seu critério, acrescido do histórico de outras pandemias que ele conhecia. Sua bola de cristal errou feio, mas ele manteve o salto alto.
Se alguns acham que esta CPI virou uma cortina de fumaça para proteger alguns e agredir outros, a cada nova denúncia sobre corrupção, o efeito bumerangue mostra o porquê da sua credibilidade. Enquanto os governistas insistem que houve desvio de verba federal pelos Executivos Estaduais e Municipais, surgiu uma bomba sobre a aquisição da vacina Covaxin, num esquema de corrupção no valor de bilhões de reais. Soube-se através da mídia que o preço foi superfaturado, além de ser adquirida sem a aprovação da Anvisa – e que Bolsonaro sabia disso!
Para quem gosta de ver o circo pegar fogo o cardápio oferecido está muito interessante. Empresários próximos ao presidente da República foram convocados para depor na CPI e denúncias envolvendo a empresa Precisa, a que intermediou a aquisição da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde. Segundo a mídia, o valor foi 1.000% superior ao praticado. A lebre foi levantada pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) que afirmou que o presidente foi alertado sobre o problema. Chamou a atenção a agilidade da negociação, comparada com a Pfizer e o Butantan.
Numa entrevista à CNN o deputado Luís Miranda disse que vai pedir proteção a ele e ao seu irmão, que é funcionário da Saúde, porque sabe com quem mexeu fazendo a denúncia. O Ministério da Saúde informou que ainda não pagou os R$ 1,6 bilhão à Precisa pela aquisição da Covaxin. Mas vazou que houve pressão para antecipar o pagamento. O que aconteceria se o assunto não viesse à público? Havia uma verba empenhada! Isso exime os envolvidos sobre a gravidade do caso? Não era uma oportunidade imperdível para mostrar que não há corrupção?
Infelizmente para o país as boas notícias sobre a política governamental são raras. A mídia anunciou que o ministro do Meio Ambiente pediu demissão. Ele vinha se desgastando por causa das investigações sobre favorecimentos a empresários do setor madeireiro. Mas ele sempre será lembrado pela declaração, na famosa reunião ministerial, quando disse que a atenção com a pandemia era um momento propício para “passar a boiada”. No entendimento da população, isso significava atropelar as regras ambientais vigentes. Parece que a pressão internacional venceu!
Diz-se que quem exige muita retidão dos outros sempre esconde algo obscuro na sua reputação. Na Gestão Pública do Brasil, o histórico de baluartes ocasionais da ética e da moral desmascarados é generoso de exemplos. Mas sempre têm os que atacam e defendem com intensidade exagerada, dependendo da opção política no momento que os fatos são levado ao conhecimento público. Por isso é fundamental que as Instituições legalmente constituídas defendam a imparcialidade, a despolitização. A culpa ou a inocência devem ser provadas!
Num pronunciamento feito pela Casa Civil da Presidência da República, sobre a Covaxin, o ministro Ônix Lorenzoni insinuou que houve falsificação dos documentos apresentados pelo deputado Miranda, usou um tom ameaçador, citou trechos bíblicos, o chamou de traidor e disse que ele será investigado pela Polícia Federal. Como não permitiu perguntas dos jornalistas, algumas dúvidas ficaram sem explicações. Será que alguém ousaria levar documentos adulterados como provas para o presidente da República? As denúncias foram investigadas?

J R Ichihara
24/06/2021

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: NZWQ (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.