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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Menos esclarecimentos com mais explicações?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quanto mais se mexe... piora o cheiro que exala!!!

Aos que gostam de transparência, o tal preto no branco, as declarações públicas sobre a aquisição da vacina Covaxin que chegaram à CPI da Pandemia e tem alimentado as especulações através da mídia, são esclarecimentos questionáveis. O que a população percebe é mais uma tentativa, de parte a parte, entre governistas e opositores, de acusar e defender simplesmente. Se não há nada a esconder... Por que tanto barulho que nada esclarece? Argumentar que não houve pagamento antecipado elimina a gravidade do problema? Graças a quem isso não aconteceu?
O fato é que a pessoa que teme pela falta de vacina, além de perder parentes e amigos, continua sem saber quando vai ser imunizado. Mas a urgência não pode ser justificativa para uma aquisição de forma irregular, com favorecimentos a terceiros que nem atuam diretamente no Serviço Público. Ou isso agora não precisa ser investigado? Portanto, aprovar ou desaprovar os documentos públicos foge ao gosto individual de cada cidadão. Pena que muitos senadores perdem tempo em discursar e não fazem as perguntas objetivas que ajudariam a elucidar o caso.
Mas o próprio comportamento do presidente Bolsonaro mudou de forma perceptível. O estilo arrogante, seguro, repleto de declarações de quem decidia e mandava era ele deu lugar a alguém mais comedido. Já admite que não tem como saber tudo o que se passa nos Ministérios. Irônico é que nas gestões anteriores tudo o que acontecia nos escalões sob o comando do presidente da República era de responsabilidade direta deste. Até na Petrobras, que é uma empresa de capital aberto, onde o presidente Bolsonaro não quis interferir, era sua obrigação.
Vida que segue, diz o ditado. O que estamos vendo é uma comprovação de que ser a pedra é muito diferente de ser a vidraça. Bater no peito e dizer que no seu governo não existe corrupção, muito menos que isso é inadmissível, funciona como discurso de palanque em campanha eleitoral. Comprovar isso é outra coisa. E não adianta ameaçar, intimidar, desqualificar os denunciantes porque os fatos e as provas documentais falam por si. Isso é muito ruim quando a superioridade ética e moral é desmascarada. Por isso as Instituições devem ser imparciais.
Quando um baluarte da retidão fica exposto ao questionamento moral, dependendo da gravidade da denúncia, as armas de defesa são a retórica, o discurso rebuscado, a narrativa elaborada para convencer os ouvintes de que algo é justificável. Daí entrar em campo as citações bíblicas, os inúmeros artigos de leis que a maioria desconhece, as comparações com algo que nada tem a ver com o caso... a desqualificação intencional da pessoa que detectou a irregularidade. Será que quem já cometeu erros não merece nenhuma credibilidade? E os fatos?
Portanto, exigir explicações de um governo que sempre se colocou acima do bem e do mal tornou-se um claro posicionamento de alguém que torce contra o país, que quer a volta da corrupção, que ignora os valores familiares e patrióticos, que elege a vagabundagem como meio de vida. Mas será que as ações deste governo justificam classificar desta maneira os que não concordam com as suas atitudes, declarações e comunicação com a população? Talvez a imagem do nosso país no exterior não ampare a visão dos governistas fervorosos incondicionais. Então...
Uma decisão de suspender o contrato da aquisição da vacina Covaxin, por parte do Ministério da Saúde, gerou mais especulações sobre a transparência no processo. Se nada havia de anormal, por que tomar essa medida? A necessidade de vacinar a população ainda continua porque estamos muito longe do percentual necessário de pessoas imunizadas para conter a pandemia. Os países que dispensaram o uso de máscara nos locais públicos o fizeram porque já atingiram o índice recomendado nas práticas internacionais de controle sanitário. Qual o motivo?
Se os senadores governistas da CPI da Pandemia queriam tanto investigar os casos de corrupção, a denúncia sobre a aquisição da Covaxin é uma ótima oportunidade para mostrar isso. Curiosamente o que se vê é a preocupação de denegrir a imagem do deputado que procurou o presidente da República para alertar sobre o esquema. Ele foi chamado de traidor porque agiu desta forma. O fato é que a cada nova versão para esclarecer os questionamentos aumenta a necessidade de mais explicações. Tomara que não se chegue ao inadmissível “E daí?”

J R Ichihara
30/06/2021

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