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Artigo
 
O Campo
Por: Valdir Pedrosa

O CAMPO

Finalmente nosso trio de amigos formado por Aniceto, André Luiz e Vicente, oriundo da residência de dona Isabel, chegou ao campo para o refazimento de energias. Ao prestar atenção exclusivamente na beleza que os cercava, André logo percebeu que o campo, amigo e hospitaleiro, destacava-se como um ambiente bem diferente daquele em que se encontravam anteriormente. Ali não havia os eflúvios densos da cidade grande, mas, ao contrário, contavam com a presença de um leve vento aromatizado por perfumes extremamente suaves.

Enquanto meditavam na excelsa bondade do Criador, que oferecia recursos novos para se recomporem, Aniceto tomou a palavra e explicou aos pupilos: “A Natureza nunca é a mesma em toda parte. Não há duas porções de terra com climas absolutamente iguais. Cada colina, cada vale, possui expressões climatéricas diferentes. É forçoso reconhecer, porém, que o campo, em qualquer condição, no círculo dos encarnados, é o reservatório mais abundante e vigoroso de princípios vitais. Em geral, todos nós, os cooperadores espirituais, estimamos o ar da manhã, quando a atmosfera permanece igualmente em repouso, isenta dos glóbulos de poeira convertidos em microscópicos balões de bacilos e de outras expressões inferiores. Entretanto, os trabalhos de hoje não nos permitiram o descanso mais cedo...”[1]

Quem poderia, em sã consciência, discordar desse querido mentor? Concordamos que há muitos destinos incríveis para passarmos alguns dias de férias ou mesmo um feriado. É ótimo conhecer outros centros urbanos, curtir o litoral ou até mesmo se embrenhar em uma floresta. Mas, o campo... Ah, no campo é diferente! É o local onde, de fato, nos revigoramos para as lutas do cotidiano, descansamos o corpo físico e o espírito, refazendo nossas energias em um ambiente tranquilo e acolhedor da Natureza. Creio que a simplicidade do campo nos sensibiliza e nos convoca a sermos também mais simples, humildes e tolerantes, a aproveitar cada minuto da vida com sabedoria e amor.

Em uma cidade interiorana encontramos atmosfera mais limpa e, por conseguinte, mais saudável. Até o tempo parece passar de forma diferente, nos dando a oportunidade de saborear a existência com mais gosto e intensidade, nos permitindo prestar atenção em detalhes da vida que, possivelmente, não teríamos como notar na correria de uma grande cidade.

Contudo, voltemos à lição do benfeitor espiritual: “Assim me explico porque na floresta temos uma densidade forte, pela pobreza das emanações, em vista da impermeabilidade ao vento. Aí, o ar costuma converter-se em elemento asfixiante, pelo excesso de emissões dos reinos inferiores da Natureza. Na cidade, a atmosfera é compacta e o ar também sufoca, pela densidade mental das mais baixas aglomerações humanas. No campo, desse modo, temos o centro ideal. (...) Reina aqui a paz relativa e equilibrada da Natureza terrestre. Nem a selvageria da mata virgem, nem a sufocação dos fluidos humanos, O campo é nosso generoso caminho central, a harmonia possível, o repouso desejável.”[1]

Vou me aproveitar do ensino de Aniceto a fim de parafrasear um preceito de Sidarta Gautama, o Buda. Há mais de dois mil e quinhentos anos, esse grande mestre espiritual ensinou aos seus seguidores sobre a importância de trilhar o “Caminho do Meio”. Isso significa que o homem precisa se esforçar para evitar os extremos, levando uma vida baseada na prudência, retidão, sabedoria e meditação. Por sua vez, o eminente professor de André Luiz e Vicente também nos convida a passar algum tempo, pelo menos, no “Caminho do Meio da Natureza”, ou seja, nem tanto na floresta, nem tanto na cidade, mas sim em busca do equilíbrio que o campo nos oferece como dádiva prestimosa.

E foi assim que nossos amigos espirituais, aproveitando aquelas paisagens bucólicas do interior e embalados pelo pio de juritis, repousaram algumas horas magnificamente acolhidos e protegidos naquele verdadeiro templo natural, o reservatório mais abundante e vigoroso de princípios vitais no plano físico, conforme ensinara Aniceto.

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 41 (Entre árvores).

Valdir Pedrosa – Junho/2018

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