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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Cuidado... Olha o bumerangue!!!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seria uma máquina de triturar reputações?

Numa das entrevistas aos repórteres que cobrem a CPI da Pandemia, o vice-presidente da Comissão senador Randolfe Rodrigues disse que as informações revelam que “puxaram as penas da galinha e veio um galinheiro junto”. A cada depoente ou convidado que comparece, aumenta a desconfiança que a estória da aquisição de vacinas, que gerou um escândalo que envolve o líder do governo na Câmara de Deputados, está muito mal contada. Os tais invoices exibidos na mídia pelo indignado secretário geral da Presidência são suspeitos de adulteração.
Quem assistiu o que disse a Sra. Regina Célia, citada pelo irmão do deputado Luís Miranda, que depôs uns dias antes dela, percebeu o jogo de empurra. Nada era responsabilidade dela, apesar de ser oficialmente a fiscal do contrato. As irregularidades existentes nos documentos deviam ser detectados e informados aos superiores por outros. Pelo menos foi o que deu a entender no seu depoimento. O relatório sobre os 70 dias de atraso no cronograma de entrega só foi assinado no seu retorno de férias porque dependia da justificativa da contratada. Tudo certo?
Mas o caldo entornou quando compareceu o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, responsável pela aquisição de vacinas e citado como a pessoa que pediu propina de 1 dólar por dose, no fornecimento de 400 milhões de doses. Como sempre, negou tudo que o cabo Luiz Dominghetti disse em seu depoimento dias antes dele. Não houve jantar combinado, muito menos conversa sobre este pedido. Mas um áudio mostrado na sessão o desmentiu. O presidente da CPI ordenou a sua prisão, sob a discordância de alguns senadores presentes.
Durante a sessão do ex-diretor, o presidente da CPI comentou sobre o fato de sempre haver um mau militar envolvido nos escândalos que motivaram essas investigações. A reação das Forças Armadas veio sob uma Nota Oficial do Ministério da Defesa, repudiando as declarações do senador Omar Aziz. Curioso é que o general Heleno Nunes já se referiu aos parlamentares do Centrão de forma irônica dizendo que “se gritar pega Centrão...”, mas nenhuma Nota de repúdio foi publicada pelos membros desta Casa Parlamentar. Hoje o governo tem o apoio deste bloco.
Aos que já viveram outras épocas neste país, o momento reforça a crença que na Gestão Pública os vícios do sistema dominam qualquer um. Fazer afirmações se autointitulando como o suprassumo da superioridade ética e moral, além da transparência indiscutível com a verba pública, apontando o dedo para os antecessores, é arriscado. Bradar que na sua gestão não há lugar para corrupção, muito menos permitir que isso aconteça, é colocar o pescoço na forca. O que os fatos trazidos nesta CPI mostram ao contribuinte? Adianta desqualificar as denúncias?
O fato é que os sedentos pelo fim da corrupção, mas inimigos das investigações desta CPI, precisam entender que ninguém está acima da Lei e da Justiça, muito menos da Constituição Federal. Investigar e colaborar para esclarecer as dúvidas é a única forma de se chegar a uma sentença através de um julgamento imparcial e transparente. Agradar ou desagradar governistas e opositores, além dos espectadores interessados, não pode ser o objetivo nesta busca da verdade. Da mesma forma que comparar situações diferentes como argumentos inquestionáveis.
Portanto, afirmar que a politização se descolou nesta CPI é acreditar em contos para bebê dormir. Da mesma forma que a vontade de todos os senadores é esclarecer todo e qualquer comportamento anormal ou atitude que contrariam as normas que regem o servidor público ou de indicados para os cargos comissionados. Nessas horas se vê que a aplicação da penalidade sobre a mentira deve ser rigorosamente punida não é bem assim. Aos sedentos pelo preto no branco, um peso e uma medida, ninguém está acima da Lei... Os omissos perderão o bonde da história.
Vendo a sua rejeição atingir os 51%, o Mito está sob um fogo cruzado. Entre isso e as denúncias de corrupção no Ministério da Saúde, reagiu chamando de patifões o presidente e o relator desta CPI, os senadores Omar Aziz e Renan Calheiros, depois que enviaram uma carta ao Planalto. Um trecho dela sugere uma resposta ao alerta do deputado Luís Miranda sobre as irregularidades na aquisição da vacina Covaxin. Isso elevou a pressão e a temperatura no Planalto, mas o silêncio presidencial continua depois de 12 dias. O clima é tenso e sem previsão de trégua.

J R Ichihara
09/07/2021

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