A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Zelosos com a verba pública
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por que alguns não conseguem enxergar?


O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles ficou nacionalmente conhecido como o “passador da boiada” enquanto o país voltava os olhos para a ameaça da pandemia da Covid-19. Ele falou isso na memorável reunião ministerial que veio a público e foi o estopim da saída do todo-poderoso ministro da Justiça Sergio Moro. A partir desses fatos que vieram à público, a imagem de retidão, compromisso no combate à corrupção e outras bandeiras que sempre agradam aos sedentos por Justiça, começaram a desbotar para a população. Mais do mesmo?
A visível superlotação de militares da ativa ou da reserva na atual Gestão Pública preocupava os que já viveram sob o comando das Forças Armadas, por causa da doutrina do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Seguir ordens erradas, mesmo que vinda de um superior, pode dar com os “burros n’água”. Os exemplos históricos estão aí para esclarecer. Tem horas que não justifica alegar que alguém morreu pela Pátria. Mas os erros cometidos que atingem a todos não podem ser julgados por uma corporação que se julga um nicho acima dos demais.
Quem soube da aprovação do aumento do Fundo Partidário, a verba que financia os partidos políticos para as eleições, no meio de uma crise sanitária que já matou mais de 540 mil brasileiros, viu que o ex-ministro Salles acertou na sua profecia. É inaceitável, desumano até, conceder um aumento de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões num momento em que a maioria não recebe qualquer ajuda do governo federal. Se comparar com o reajuste do salário-mínimo proposto, ou com o tal auxílio emergencial, isso é uma humilhação, uma ofensa aos beneficiários.
Um dos graves problemas do regime ditatorial é o bloqueio aos questionamentos, a ameaça aos que pretendem fazer isso, a intimidação física utilizada para calar quem exige transparência no trato da coisa pública. Isso é a característica do totalitarismo, da ditadura, seja de direita ou de esquerda, a aplicação da mordaça nos meios de comunicação. Quem não estiver satisfeito que procure o aeroporto mais próximo e vá se feliz em outro lugar. Por que a única resposta que recebemos é esta? Afinal somos nós que sustentamos a máquina pública. Então...
Portanto, denunciar erros e casos de corrupção nas gestões anteriores, mas tentar encobrir os seus deslizes, alegando a impossibilidade da fiscalização sobre todos que estão nos andares inferiores, só convence os fãs incondicionais, os fanáticos. Se ninguém pode estar acima da Lei... Por que a necessidade da blindagem? O certificado de honestidade, seriedade e zelo com os recursos públicos não pode ser emitido de próprio punho. Isso é prerrogativa das Instituições legalmente constituídas, pagas pelo povo, que devem ser imparciais. Simples assim!
Infelizmente tem muito parlamentar bravateiro, sugador do dinheiro alheio, que joga para a plateia nas proximidades das eleições. Nos seus discursos se colocam contra os absurdos nos gastos desnecessários, falando o que a maioria quer ouvir, mas nos bastidores agem totalmente diferente – aprovando tudo que é proposta indecorosa – e negando que fizeram isso. Quem sabe até fazem piada zombando dos inocentes que ainda acreditam neles. São os seguidores da tática oportunista do ex-ministro Salles. Mas o eleitor tem como saber como cada um votou neste caso.
Sob as ácidas críticas dos governistas e de formadores de opinião declaradamente pró-Bolsonaro, a população acompanhou o desenrolar dos depoimentos nesta CPI da Pandemia. A guerra de desqualificação nas informações que vêm à público não tem data para acabar. Surgiu até sugestão para acareação entre alguns depoentes por causa disso. O líder do governo citado como envolvido num “rolo” está ansioso para depor. Mas a verdade dos fatos só será conhecida depois de uma investigação criteriosa e imparcial. Como alguns trataram os recursos públicos?


J R Ichihara
19/07/2021

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: WbeR (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.