A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Disse, não disse... Afinal, o que dizem?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando alguém é pego pelas palavras

Há alguns anos a mídia e a oposição batiam forte nas gestões petistas sobre o desconhecimento de tudo o que ocorria nos vários ministérios e até nos escalões menores da Administração Pública. Chamava a atenção também a frequência que os ditos ficavam pelos não ditos. Esta forma de desgaste perdurou desde o primeiro mandato do presidente Lula, incluindo a sua reeleição e os períodos da sucessora Dilma Rousseff. O cardápio de contradições, denúncias e questionamentos era bonito de se ver. Pois bem. O que mudou radicalmente de lá para cá?
A primeira metade da atual gestão do governo Bolsonaro conseguiu uma rejeição e uma enxurrada de pedidos de impeachment históricos. Os fãs incondicionais e os robôs que atuam nas redes sociais, ao que parece, estão com o estoque de justificativas em falta. Daí a intensidade das agressões e tentativas de destruição de reputações para todos os gostos. Como se isso respondesse à incompetência e à inoperância diante dos desafios que precisam ser enfrentados com outras medidas. A maioria já se cansou desta gestão via redes sociais – a rejeição mostrou.
Mas uma observação sobre a comunicação precisa ser analisada com mais critério. Depois de chamar os parlamentares do Centrão de ladrões, usando um conhecido refrão de uma música, o general Augusto Nunes se calou quando o presidente Mito disse que sempre foi dessa turma. Por que? Da mesma forma que o ministro da Defesa, depois de ameaçar a realização das próximas eleições, declarando que não acontecerão se não for aprovado o voto impresso, disse que não disse isso. O que eles querem realmente dizer à população brasileira? O que se passa?
Depois de chamar o Exército Brasileiro de seu, o Mito desdisse, mas voltou a considerar que as Forças Armadas estão sob seu inteiro dispor para atingir os objetivos pessoais, quando declara suas intenções no combate à pandemia. Mas isso é insignificante diante do publicamente “caguei” para a carta enviada pela CPI da Pandemia, sugerindo uma reposta esclarecedora sobre o seu envolvimento nos indícios de corrupção na aquisição de vacinas. O linguajar chulo e inadequado para um líder de país só é aplaudido por seus apoiadores fanáticos, aqueles do bem.
Ironia é ver alguém dizer que obedece e respeita a Constituição, mas usa uma oratória completamente oposta, deixando claro que considera as Instituições desnecessárias, o processo eleitoral fraudulento, mesmo sem provar como isso aconteceu, o diálogo com os diversos setores da sociedade uma inutilidade... pretendendo governar sem limites aos seus atos. Para os amantes da democracia, ou que lutam para manter este regime, o comportamento do nosso presidente da República é típico de um ditador. O coro de alguns militares de alta patente está reforçando isso!
Quem nunca viveu sob um regime autoritário, mas pede a volta do AI-5, da tortura, o fechamento do Congresso, a mordaça na imprensa e a censura aos movimentos sociais e manifestações culturais, não sabe o que isso significa para a Democracia. A cartilha do “um manda e outro obedece” não funciona na vida civil, pois as ordens podem ser questionadas, uma vez que ninguém é dono da verdade. Disciplina de quartel não pode ser obrigatória no cotidiano das pessoas. As regras de comportamento devem garantir a igualdade no tratamento. Simples assim!
"Desculpem os que se sentirem ofendidos, mas por minha Pátria eu morro. E também mato e faço coisas que não vou listar aqui, para não provocar chiliques’”, escreveu o general Ridauto Fernandes nas redes sociais. Como não ficou claro a que se referia, as especulações ganharam versões movidas pelos que dão asas à imaginação. Nossa soberania está sob ameaças externas? Ele assumiu a logística da Saúde! Quem atrapalharia o seu trabalho que tem como objetivo aumentar o bloqueio ao avanço da pandemia da Covid-19? Será que alguém entendeu?
Uma forma de materializar o recado pode vir por meio de agressão física. O próprio presidente da República falou isso ao senador Kajuru, referindo-se ao senador Randolfe, um dos que pediram a instalação da CPI da Pandemia. Disse na ocasião que seria inevitável sair na porrada com aquele bosta. Alguns atribuem o recente espancamento da deputada federal Joice Hasselmann, uma ferrenha bolsonarista, como consequência das declarações sobre a facada que elegeu o atual presidente Mito. Quem brinca com fogo pode acabar numa UTI... ou no cemitério.

J R Ichihara
25/07/2021

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: dEKB (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.