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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Injustiça contra os seus apoiadores?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Enquanto isso o nosso país afunda

Em um período que marca pouco mais da metade do seu mandato na presidência da República, o Mito Bolsonaro vê a aprovação da sua gestão em queda livre. A expectativa nas mudanças perdeu a credibilidade e o apoio do Centrão não foi o esperado. Mas em política tudo muda sem o porquê da razoabilidade, o termo bastante empregado atualmente, dizem os especialistas no assunto. Portanto, cantar vitória definitiva – e muito antes do tempo – é sempre arriscado neste jogo em que as batalhas vencidas não significam ganhar a guerra. Tudo é parcial
A recente prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, um grande apoiador deste governo, por ameaças à Democracia no inquérito das milícias digitais, teve a repercussão à altura do clima do momento. Como sempre, o mandado expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes gerou apoio e críticas. Aos que não se lembram mais, o envolvido neste caso foi personagem de destaque no escândalo do mensalão que tirou o PT do poder. Chegou a ser preso também. Retornou ao cenário político pelas mãos do atual presidente da República, como um forte aliado.
Mas outro fato que mereceu os holofotes da mídia foi o depoimento do líder do governo na Câmara deputado Ricardo Barros, na CPI da Pandemia. Ele foi convocado porque na denúncia do deputado Luís Miranda junto com o seu irmão, que é servidor púbico do Ministério da Saúde, o seu nome foi citado como um dos envolvidos no esquema de corrupção na aquisição da vacina Covaxin. A sessão foi suspensa quando ele afirmou que depois da instalação desta CPI os laboratórios não querem mais fornecer o imunizante contra a Covid-19 ao Brasil. Haja confusão!
O caminhão de problemas que se concentra nesta gestão federal é digno de uma apreciação mais criteriosa. Parece que tudo se concentra a favor da oposição. Outra apoiadora de peso o presidente da República, a deputada Flordelis, perdeu o mandato porque é suspeita de mandar assassinar o seu marido. Isso se soma à prisão de outro bolsonarista ferrenho, o deputado Daniel Silveira, por ataques aos ministros do STF. Será que a cartilha seguida por tantos apoiadores do Mito não precisa ser revisada? Ou a insistência nisso o levará ao objetivo final?
Infelizmente, além desses casos que mostram os pontos negativos desta gestão, as declarações de outros apoiadores do governo federal não ajudam a mudar a imagem desgastada perante a opinião pública. Disse o atual ministro da Educação que a Universidade deveria ser para poucos. Como sempre, a declaração elitista foi um prato cheio para a oposição explorar o lado impopular desta gestão – pouco adiantou ele tentar reparar o deslize. Mas alguma intenção deve existir por trás de tanta discriminação nessas falas. Ou será que o pensamento é este mesmo?
Outra infelicidade foi cometida pela deputada Janaina Paschoal, ao criticar a atuação social na Cracolândia, o reduto que abriga os viciados em drogas ilegais na cidade de São Paulo. Ela disse que a doação de comida ajuda o crime, depois que o padre Júlio Lancelotti denunciou que a Polícia Militar tentou impedir a distribuição de marmitas nesta região. Como alguém que independe de ajuda de terceiros para sobreviver pode agir desta forma? O que ela propõe para minimizar o problema? Se alguém que pode ajudar a mudar esta situação se posiciona assim...
Quem gosta de uma administração que apoia a terceirização de todas as atividades consideradas secundárias, focando apenas no objetivo principal, deve entender que no serviço público a gestão não pode se nortear por essas premissas. Governo não existe para economizar ou lucrar em cima do sacrifício do povo, como sempre declara o superministro Paulo Guedes. O gerenciamento dos recursos não pode deixar de fora os excluídos. Afinal todos são contribuintes e merecem um tratamento digno e humano, independentemente de classe social ou ideologia.
Seria injusto rotular o presidente da República por causa dos atos dos seus apoiadores, mas o que se vê é o perfeito alinhamento destes com o pensamento do líder do nosso país. Onde foi parar o idealismo da deputada Janaína Paschoal, o estopim do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, contra a corrupção? Por que abrigar nesta gestão políticos com histórico recheado de irregularidades comprovadas? Se a Nova Política já mostrou que tudo mudou para ficar igual... Qual é a grande diferença percebida que move a fé e a crença da maioria dos fãs incondicionais?

J R Ichihara
15/08/2021

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