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Coronavirus
 
Tarcísio Meira: entenda o por que da morte do ator
Por: Morena

A morte do ator Tarcísio Meira, 85, por Covid-19 após tomar as duas doses da Coronavac em abril gerou um novo debate acerca da eficácia das vacinas. Estudos clínicos demonstraram que as vacinas contra Covid-19 aprovadas para aplicação na população são seguras e eficazes. Mas por que, então, algumas pessoas morrem com a doença mesmo após as injeções? Em primeiro lugar, as vacinas não têm 100% de eficácia contra a Covid-19, assim como qualquer outra vacina ou tratamento de saúde. Em geral, sua proteção é maior para impedir quadros graves, hospitalizações e mortes, mas a proteção pode ser consideravelmente menor para a transmissão ou infecção assintomática. Por essa razão, mesmo indivíduos vacinados podem contrair o vírus, adoecer e morrer, embora em frequência muito menor do que os não vacinados.

Indivíduos mais velhos correm risco maior, que já possuem um sistema imune naturalmente enfraquecido, devido à chamada imunossenescência. Isso pode acontecer com as vacinas de todos os fabricantes: um estudo conduzido na Alemanha apontou uma quantidade menor de anticorpos neutralizantes com a vacina da Pfizer em pessoas com mais de 80 anos em comparação àquelas com idade igual a 60 anos ou menos.
Outro ponto a ser considerado é a alta taxa de contágio do vírus em determinada região ou a circulação de variantes capazes de fugir ligeiramente do sistema imune, como a delta. Um estudo recente publicado mostrou que a efetividade das vacinas para bloquear a cepa é reduzida, mas ainda fica acima de 60% após duas doses da Pfizer e Oxford/AstraZeneca.

Em terceiro lugar, é preciso avaliar a condição de saúde da pessoa; se ela for portadora de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e obesidade, pode ter um risco maior. Isso porque nesses indivíduos, além de combater a própria infecção viral, o organismo está em constante "luta" com si próprio devido a uma inflamação crônica e baixa persistente do organismo. Essas condições de saúde nem sempre são divulgadas, e não é possível saber qual seria o risco de cada pessoa. Por isso, o efeito real das vacinas é mensurado pelos pesquisadores através da observação populacional, por meio dos chamados estudos de efetividade.

(SÃO PAULO, SP / FOLHAPRESS)

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