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Demétrio Pereira Sena
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COMO IMPEDIR O TALIBÃ NO BRASIL
Por: Demétrio Pereira Sena

Demétrio Sena - Magé

O bolsonarista pobre é, acima de tudo, um bocó. Mas nenhum desafeto se anime, pois um bocó dessa natureza é perigoso. Imaginem vocês, a disposição belicosa de um fanático religioso empoderado pela incitação diária do seu líder. Pensem na força bruta de um búfalo que acredita que o seu mito presidencial foi escolhido pessoalmente por Deus e, assim sendo, ele se torna capaz de qualquer loucura por tal mito. Procure dimensionar o perigo de um kamikaze que vê no seu presidente genocida, ditador e narcisista o Moisés que o conduzirá pelo deserto da fome, das doenças e do sacrifício físico para, depois de atravessar o Mar Vermelho, conduzi-lo à sonhada terra onde jorram leite, fuzis e mel.
Olhem para o Afeganistão e pensem bem: O Talibã é um grupo de bocós que foram subestimados como tais e cresceram à sombra de líderes espertalhões e raivosos, a exemplo de nossos pastores evangélicos. Enfrentaram a fome, as doenças, escaparam da mortandade, sempre por um fio, em nome da fé mais em seus líderes e aspirantes a governos do que no possível Deus, profeta ou outro ícone. Foram alimentados de ódio, fanatismo, fake news, armas e textos de seu livro sagrado, até se tornarem o que são. Um exército extremista e sanguinário que barbariza os mais simples, como seus soldados um dia foram.
O genocida que desgoverna este país é o líder do Talibã à brasileira. Ele simplesmente conseguiu reunir uma multidão de bocós, com o apoio raivoso e ávido por poder, de líderes ditos cristãos, maioria evangélicos. Bocós assumidamente pobres, dispostos a ficar mais pobres ainda, na miséria, e bocós pobres que se julgam ricos enquanto a pobreza ganha terreno em suas conquistas financiadas pela Caixa em prestações suadas de até quarenta anos.
Os bolsonaristas de fato ricos não são bocós. Não mesmo. São maliciosos e perversos, mas não bocós. Eles ficam cada vez mais ricos e poderosos, sugando os bocós de fato, e alguns até já foram pobres, mas foram tão capachos, tão úteis, tão X-9 dos ricos, que ficaram ricos à custa de muita migalha de anos e anos, de muita vilania e prostituição sociopolítica... são bem poucos, esses, pois é preciso ter muito estômago e muita frieza, mas eles existem, sim.
Não subestime os bocós. Eles são bocós, porém muitos, e dispostos a qualquer barbárie. A força deles vem da certeza de que "tudo podem no genocida que os fortalece", com a proteção acima da lei, das polícias hoje bem pagas para proteger quem cultua o genocídio e ajuda na construção vertiginosa de uma nova ditadura. Ninguém combata na força e na violência os bocós bolsonaristas. A força deles é bruta; seus chifres estão empoderados pela tirania do poder. Precisamos usar a sutileza e a inteligência contra os búfalos da direita.
Voltem mais uma vez os seus olhos para os bocós do Talibã... os pobres soldados da linha de frente, prontos a entregar as próprias vidas pelos líderes que lhes deram a ilusão de poder. Um poder limitado à intimidação pelas armas empunhadas dia e noite, com poucas horas de sono e sesta. Nós não teremos coragem de pisotear, vandalizar prédios públicos, promover um estouro que destrua tudo... e de matar. Essa não é a nossa índole. Se depender disso, é melhor a derrota. Vamos encontrar uma forma sensata, fundamentada e realmente pacífica de vencer os bocós. A inteligência é mais lenta, porém mais eficiente e criteriosa do que a força bruta. Uma boiada não tem projeto para manter a vitória insana; intempestiva.

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