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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Vinte anos pós-Torres Gêmeas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Armas e mortes até no confronto de ideias

O mundo lembrou neste 11 de setembro a queda das Torres Gêmeas na cidade de Nova York, Estados Unidos, considerado o maior ato terrorista da História, que aconteceu há 20 anos. Quem focar somente no evento e lamentou pelas vítimas, esquecendo que isso foi o motivo para o massacre militar no Iraque, inclusive usando falsos relatórios sobre armas de destruição em massa, só olha para um lado da questão. Houve até suspeitas que o Tio Sam precisava de um pretexto indiscutível para dar fim a Saddam Hussein, o que de fato aconteceu nesta empreitada.
Entre os crentes e os descrentes, os fatos que chegaram ao público são os exibidos pela mídia. As reportagens mostraram os momentos de pânico dos ocupantes dos prédios, os depoimentos de quem presenciou o choque dos aviões contra as torres e a lembrança de que alguns nunca foram encontrados, mas as intenções de atingir o Pentágono e outros pontos vitais ficaram em segundo plano. O que ficou gravado na mente de todos são as imagens dos choques, o desmoronamento dos prédios, a poeira levantada e o desespero dos que assistiram as cenas.
Mas o episódio deixou lições que podem servir de exemplo para quem apoia ou critica esta forma de se manifestar. Se isso aumentou a insegurança nos Estados Unidos, o tempo não comprovou de forma inquestionável. O fato é que um ato desta magnitude constatou que mesmo com todo o poder bélico e a sua eficiente rede antiterrorismo, nada impediu que um símbolo de imponência fosse ao chão. Da mesma forma que toda audácia para executar um feito de repercussão mundial pode resultar numa reação exterminadora para os autores da façanha.
O certo é que ninguém pode alterar o passado, esconder as falhas e justificar o que não muda absolutamente nada. Mas é importante usar o fato lamentável para aperfeiçoar os sistemas de prevenção do presente para evitar casos semelhantes no futuro. A tal vida que segue. O avanço tecnológico, tendo como um grande exemplo a Inteligência Artificial, exige maior atenção quando esse recurso é usado para praticar o mal. Paralelamente a isso, a imposição do estilo de vida dos Estados Unidos ao mundo não é pacificamente aceita por todos. Daí alguma reação extremista.
Infelizmente o espírito guerreiro dos Estados Unidos, um dos orgulhos deste povo, têm lá suas implicâncias. Sob alegações, depois de 20 anos, as tropas norte-americanas saíram do Afeganistão. A decisão gerou críticas no mundo porque isso abriu as portas para a volta do Talibã, o regime autoritário que a maioria deste país não queria. O fato é que desde a Segunda Guerra Mundial o Tio Sam esteve envolvido em todas as guerras e na implantação das ditaduras no Hemisfério Sul. Isso virou mais um negócio, além da intenção de manter a influência e o poder.
Portanto, os que nunca entenderam o porquê de tanto investimento dos Estados Unidos na indústria bélica precisam olhar como este país deixou em segundo plano as outras atividades produtivas. Circulou até uma postagem do ex-presidente Carter sobre os objetivos da China e os dos Estados Unidos, de 1979 para os dias atuais. Enquanto aqueles investiram em infraestrutura, educação de massa, ciência e tecnologia de ponta; estes se envolveram em guerras, priorizando a fabricação de armas de alto poder de extermínio. Como enfrentar uma guerra comercial assim?
Como o planeta vê as mudanças ocorridas na política norte-americana 20 anos depois da queda das Torres Gêmeas e da chegada das suas tropas militares no Afeganistão? Os dois temas convergem para a morte, uso de armas, violência coletiva, mas escondem por trás desta ação valores intangíveis como crença, fé religiosa, modo de vida, cultura e divergência na visão de mundo. Por isso, a capacidade e o recurso financeiro para erguer um arranha-céu, na tentativa de mostrar superioridade, pode ser contrariada pela destruição dele. Fanatismo existe! Portanto...

J R Ichihara
15/09/2021

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