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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Insistência do foco nas polêmicas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tem horas que não basta apenas idolatrar

A trégua da carta do presidente Bolsonaro à Nação foi contra o Poder Judiciário, apenas isso. Quem esperava que o seu comportamento sobre as demais declarações polêmicas mudasse estava redondamente enganado. Mal a temperatura baixou, os disparos voltaram. Agora de forma genérica. Sem nada que ajude a mudar a crise econômica e sanitária, ele declarou que o excesso de professores atrapalha o país. Quantos entenderam o objetivo disso? Mas se foi para desviar o foco dos problemas que precisam de solução, o assunto teve os seus 15 minutos de atenção.
O que acabou ganhando a merecida atenção do mundo foi a ida dele para a reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde tradicionalmente o discurso de abertura é feito pelo presidente da República do Brasil. Para quem esqueceu, na primeira vez que esteve presente usou apenas 6 minutos dos 30 que tinha direito. Desta vez, voluntariamente sem tomar a vacina contra a Covid-19, será muito malvisto pelos demais líderes. Soma-se a isso a resistência pessoal em obedecer às recomendações preventivas para evitar a contaminação e facilitar o controle.
Como o mundo verá a intenção do presidente Bolsonaro colaborando para a imunização contra a Covid-19, doando doses de vacinas para os países mais pobres? Se a imagem negacionista dele no exterior estiver na mesma intensidade que no continente Sul-americano... fatalmente poucos acreditarão nas suas intenções. A memória da comunidade internacional é muito diferente da nossa. Os discursos e o comportamento do líder são vistos como a expressão da visão que o país tem sobre os problemas mundiais – este representa o povo, a Nação.
Para quem acredita nas postagens das redes sociais, circulou a imagem do nosso presidente da República e sua comitiva comendo pizza numa rua de Nova York. Como o objetivo era a crítica, o comentário é que ele foi proibido de entrar nos restaurantes porque não tomou a vacina contra a Covid-19. Entre a verdade e a mentira, isso não pode ser comprovado porque a sua carteira de vacinação está sob sigilo por 100 anos. Alguém lembra disso? Mas o que chegou ao conhecimento público foi que um dos integrantes da comitiva atestou positivo sobre o vírus.
Uma consequência das suas declarações e do seu comportamento é a imagem que o mundo tem do Brasil. Viramos um pária internacional? Ou a piada do momento? Seu estilo agressivo e grosseiro, sem a menor necessidade em algumas circunstâncias, nada trouxe de bom para o nosso país. A forma como trata o meio ambiente, os indígenas, a cultura, o pessoal da mídia, a educação, os adversários políticos e as chamadas minorias está em descompasso com a visão do mundo atual. Quantos aprovam o seu gesto ridículo imitando armas com as mãos?
Infelizmente o orgulho que os fãs incondicionais do presidente Bolsonaro externam nas redes sociais só comprovam que ele não está sozinho em tanta discrepância. O mais preocupante é que a maioria pertence à categoria das “pessoas de bem”. Alguns fazem “cuestão” de manifestar isso nas motociatas, em vez dos panelaços nas varandas gourmet; outros se limitam ao cercadinho do Alvorada, onde o Mito massageia o ego dos seus fiéis. Mas num mundo globalizado o efeito disso é insignificante ou até prejudicial como atrativo para os investidores estrangeiros.
O fato é que as consequências que o ser humano sofre por não se preocupar com o meio ambiente são terríveis. Como enfrentar a maior crise hídrica dos últimos 90 anos no Brasil? As declarações dos ministros das Minas e Energia e da Economia são suficientes para acalmar a população? O momento é crítico, preocupante e exige medidas urgentes porque o problema previsto há mais de um ano foi ignorado. Hoje a maioria vê que a orientação o presidente Bolsonaro sobre preservar o meio ambiente fazendo cocô dia sim, dia não, deu muito errado.
Seguramente muitos críticos e opositores do atual governo não assistirão ao discurso do presidente Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU porque acham que não vale a pena. Alguns o farão para buscar as incoerências que ele falar e não para destacar algum ponto positivo. Mas oposição é para isso mesmo, procurar derrapadas, pouco importando se isso é insignificante no cômputo geral. Talvez pelo histórico de tantas declarações contrárias a forma que o mundo desenvolvido pretende resolver os problemas globais, muitos não acreditam mais nele. Motivos?

J R Ichihara
21/09/2021

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