A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Mentiras, verdades e fatos sobre as condições climáticas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A Natureza está reagindo sem motivos?

Quais conclusões o cidadão brasileiro comum tira do que vem acontecendo no meio ambiente do país ultimamente. Maior crise hídrica dos últimos 90 anos, nuvem negra no interior de São Paulo, excesso de chuvas em algumas regiões e falta em outras, ventos anormais no Rio de Janeiro... tudo que sinaliza um desequilíbrio nas condições climáticas que antes não eram vistos. Por que alguns ainda fazem pouco caso dos cuidados com o meio ambiente? Será que esses fatos não sinalizam que precisamos mudar a forma de tratar a Natureza? Ou é alarmismo?
O fato é que as catástrofes causadas por fenômenos naturais têm mostrado que algo está errado. Parece que a inteligência humana não tem capacidade para equacionar e resolver a falta e o excesso dos recursos no planeta. Que lições as recentes enchentes na Alemanha e outros países da Europa ensinaram ao mundo? Conviver com tremores para os japoneses é normal, mas enchentes inesperadas e não previstas pelos centros de controle questiona o preparo da humanidade para enfrentar uma reação da Natureza à altura das agressões sofridas. Como saber?
Infelizmente há uma preocupação de justificar tudo o que está acontecendo sem argumentos científicos que convençam os espectadores. Percebe-se que a questão é colocada de forma invertida. Nunca se analisa qual benefício para a qualidade de vida um investimento que agride o meio ambiente vai trazer para as pessoas. Isso é diametralmente oposto aos interesses do mercado financeiro local ou internacional. Nessas horas, o dinheiro sempre fala mais alto, ficando as outras preocupações com a vida das pessoas em segundo plano. Simples assim!
Algumas decisões das autoridades brasileiras decepcionam os que esperam mais proatividade frente as ameaças à infraestrutura que são fundamentais ao desenvolvimento do país. Quantos ainda têm dúvidas que os obstáculos serão vencidos com recursos humanos (população com boa formação acadêmica), produção de alto valor agregado e meios competitivos para escoar as exportações. Para que servem um extenso litoral ensolarado, com fortes ventos, se grande parte disso não gera tanta energia eólica e solar? O que impediria essa utilização?
Por que as providências tardias dos administradores públicos do nosso país aproveitando o potencial para gerar progresso não merecem defensores? A falta de visão e investimentos corretos nos deixa vulneráveis frente às consequências das mudanças climáticas. O impacto da crise hídrica seria menor se o nosso parque eólico e solar estivesse implantado há alguns anos. Quem nos impediu de priorizar isso? Alegar que as secas nos pegou de surpresa não convence quem exerce uma gestão com responsabilidade sujeita a cobranças pela omissão. O país errou!
Decepciona saber a visão que muitos dirigentes públicos e privados têm do mundo e do país onde gerenciam os recursos. O isolamento imposto pela pandemia da Covid-19 expôs como o conceito de ambiente de trabalho estava equivocado. Viu-se que os prédios suntuosos com instalações de manutenção caríssimas significam torrar uma grana preta sem necessidade. As poucas exceções são os bancos privados, os campeões em lucratividade. Eles perceberam que não precisam de agências enormes, lotadas de funcionários, para atender os seus clientes.
Mas se vê que o ramo da construção civil ainda não assimilou totalmente como o mundo pós-industrial deve se comportar. Os prédios inteligentes ainda são minoria no Brasil, com poucos voltados para a reutilização e aproveitamento dos recursos naturais para reduzir custo e impactos ao meio ambiente. Provavelmente muitos profissionais que projetam as edificações ainda estão preocupados com a beleza arquitetônica que são valorizadas pelas revistas que divulgam esta atividade. Mas seria muito bom se todos lembrassem que os recursos naturais são finitos.
Enquanto a consciência global com o meio ambiente não ocupar o topo na prioridade das pessoas, as enchentes, as secas, o calor e o frio excessivos, as ventanias, além de outros problemas como a proliferação de vírus e bactérias que provocam as indesejáveis pandemias, serão assuntos corriqueiros na mídia. Convence afirmar que essas ocorrências são cíclicas? Ou que o progresso nada tem a ver com isso? Se o desmatamento, a queima dos combustíveis fósseis e a poluição dos oceanos pouco afetam as condições climáticas, quem são os nossos vilões?

J R Ichihara
27/09/2021

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: gWXc (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.