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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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O país depois de mil dias: nada que não possa piorar
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quem disse que já vimos tudo?

No dia que completou mil dias de governo, o presidente da República Jair Bolsonaro fez um discurso onde ressaltou os avanços da sua gestão, com ênfase na ausência de corrupção, reconhecendo a dificuldade para resolver os problemas. Disse que também gostaria que o dólar estivesse valendo R$4,50 e a gasolina abaixo do valor atual. Admitiu que o Exército não é mais seu quando disse que as Forças Armadas não atenderão uma ordem ilegal. Também justificou a quantidade de militares na sua administração por causa dos laços de amizade. Merece elogios?
Mas o que ganhou aplausos dos fãs incondicionais não se sustenta com a situação do dia a dia que a maioria vive. A inflação em alta, as oportunidades de trabalho criadas insuficientes para reduzir o desemprego, a demora na vinda dos investimentos estrangeiros e o aumento da incerteza quanto ao futuro. Essa é a realidade, a dura realidade, fora da bolha em que vivem os que apoiam este governo. Há uma fartura de crises para todos os gostos: econômica, sanitária, financeira e institucional. Mas nada que não possa piorar, segundo o presidente Mito.
O que a maioria dos críticos deste governo observa é que as explicações sobre o péssimo desempenho do país estão mais para discurso de campanha eleitoral. As inconsistências nas declarações podem ser facilmente negadas pelos meios de comunicação que procuram os órgãos oficiais para comprovar os dados mencionados. Por que a insistência que o alto preço da gasolina é culpa dos governadores? O presidente da Câmara de Deputados Arthur Lira, um aliado do governo, discursou se alinhando com o presidente da República – depois amenizou os ataques.
Quem já se acostumou com a estratégia deste governo frente aos problemas sempre espera mais uma polêmica planaltina. Aos poucos surgem postagens nas redes sociais onde o presidente da República diz que será um prazer debater com o ex-presidente Lula. Por que essa prioridade num momento em que os problemas atuais, que são muitos e sacrificam a população, se a caneta Compactor está em suas mãos? Muitos consideram que a terceirização neste governo é tão levada a sério que já fizeram isso com as responsabilidades. A culpa é de quem governou!
Infelizmente a esperança de que o país sairia do mar de lama que o PT o colocou diminui a cada revelação dos depoentes na CPI da Pandemia. Enquanto milhares morriam sem qualquer assistência, um grupo montava seu esquema para ganhar um bom trocado na aquisição de vacinas. O pior é que alguns membros desta Comissão ainda defendem a atuação do governo federal no combate a ameaça que ainda não está sob controle. A atuação da Prevent Senior, uma rede de assistência médica privada, revelou até onde a crueldade humana pode chegar.
Se diante dos fatos não há argumentos, como a população brasileira recebeu a declaração do superministro Paulo Guedes que o país está bombando? Para questionar tanto otimismo do Posto Ipiranga do presidente Mito, basta consultar os dados oficiais e as previsões das instituições financeiras internacionais. A decepção pode ser muito maior que a comemoração do nosso condutor da economia. Dependendo da comparação que se fizer, somos uma vergonha mundial. Vender sonhos e ilusões pode funcionar em campanha eleitoral, mas no dia a dia é diferente.
Alguma surpresa no tom moderado que o presidente Mito usa agora nos discursos e recados no cercadinho o Alvorada? Por que a mudança? Estanho ouvir dele um elogio ao inimigo figadal, o ministro do STF e presidente do TSE Luiz Roberto Barroso, declarando que “não tem porque duvidar do voto eletrônico”. Isso é o oposto do que dizia antes sobre as urnas. Para quem esqueceu ele declarava que “sem voto impresso, não teremos eleição” fica difícil saber o que realmente pensa o nosso chefe do Poder Executivo dentro das 4 linhas da Constituição Federal.

J R Ichihara
30/09/2021

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