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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Vexames desnecessários?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Com a Bíblia numa mão e o fuzil na outra

O comportamento do presidente de República Jair Bolsonaro dispensa comentários, mas revela uma insistência em passar vexames desnecessários mensalmente. Desde que assumiu, na contramão da ordem mundial, ele martela que nos livramos do comunismo, incentiva a degradação do meio ambiente, desqualifica a ciência e a Universidade pública, critica o servidor público, desrespeita a imprensa e os outros Poderes... briga com todos que discordam dele, mas afirma que atua dentro das 4 linhas da Constituição Federal. Qual seria a utilidade de tanto confronto?
Talvez por isso a comunidade internacional não o leve tão a sério. Quem gosta de citar as vezes que ele declarou algo e depois voltou atrás, demonstrando que pensar antes de falar não faz parte do seu estilo. Dizer que se preciso demitiria todos e colocaria o seu filho como chefe da Embaixada dos Estados Unidos é de uma inabilidade política sem tamanho. Assim como declarar que se puder dar filé para ele, o fará sem pestanejar. Isso é postura de um chefe de Estado? Brincar de chefe de uma tropa como as Forças Armadas, chamando de sua, pega mal demais.
Infelizmente os fãs incondicionais batem palmas e gritam Mito a cada absurdo, como responder que a compra do Leite Condensado foi para enfiar no rabo da imprensa, quando um repórter perguntou para ele numa churrascaria. Ou quando disse que para preservar o meio ambiente bastava fazer cocô dia sim, dia não. Mas tem resposta que nunca deveria ser dada por um presidente da República, que gerou muita indignação, foi que não tinha como comprar a vacina contra a Covid-19, só se fosse na casa da mãe de quem perguntou. Este é o nosso presidente!
Mas ele vira a página indesejada dos seus atos com uma facilidade sem cerimônia. Depois de tanto criticar o voto eletrônico, citando que houve fraudes na sua eleição presidencial, sem nunca comprovar, declarou que a urna é confiável. O que ele realmente pensa das Instituições? Antes de ser candidato, em uma entrevista, disse que o Congresso não serve para nada, da mesma forma que eleição não resolve nada. Exaltou a Ditadura, dizendo que o regime não deveria torturar, mas matar uns 30 mil, começando pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
No meio de uma pandemia que já ceifou 600 mil vidas no Brasil, ele insiste em não tomar a vacina e defende o tratamento precoce, um kit de medicamentos que não possuem eficiência comprovada cientificamente. Defende publicamente a abolição do uso de máscara e incentiva a aglomeração. O vexame por sua atitude foi vista quando a sua comissão que esteve na reunião da Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos. Comeram fatias de pizza numa rua porque não puderam adentrar nos restaurantes. Isso nos engrandeceu diante do mundo?
Um fato em solo brasileiro, onde ele é a autoridade máxima, virou manchete na mídia. O presidente Bolsonaro foi impedido de entrar no estádio para assistir uma partida de futebol entre o Santos e o Grêmio porque não foi vacinado. Ele apoia publicamente que o passaporte vacina não seja obrigado para quem viaja pelo mundo. Alguém poderia entender em quais argumentos científicos no controle de pandemia ele sustenta suas declarações? Talvez isso seja uma sinalização de que o Gabinete Paralelo exerce uma influência sobre as suas opiniões médicas.
Atualmente o foco das suas polêmicas fugiu do desentendimento com o STF. Há um equilíbrio entre os ataques às gestões petistas e a liberdade de expressão. Nas poucas inaugurações de obras ouve-se que as realizações são feitas com menos recursos, o elogiável fazer mais com menos, sem a corrupção das gestões anteriores. Estranhamente ninguém lhe perguntou o que ele tem a dizer sobre as contas no exterior do seu ministro Paulo Guedes e do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A mídia comunista deixou de ser mentirosa?
Para decepção dos opositores que simplesmente querem o presidente Bolsonaro fora do cargo, sabe-se que por muito menos dois antecessores dele foram tirados “legalmente” do comando do país. Por isso ele cita, toda vez que o cerco se fecha sobre a sua permanência, que só Deus o tira da cadeira da presidência do Brasil. Talvez a tática de governar citando trechos bíblicos, mas incentivando o uso de armas de fogo, seja a fórmula ideal para agradar os anjos e os demônios. Quem sabe? Aliás, ele disse que, como militar, sua especialidade é matar.

J R Ichihara
12/10/2021

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