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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Improviso no populismo visando as eleições
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A atuação dentro e fora do problema

O governo que só atua dentro das 4 linhas da Constituição e das regras que norteiam a gestão pública brasileira deu mostras que não é bem assim que a banda toca. Quem acompanha o festival de divergências sobre o Auxílio Brasil, o antigo Bolsa Família, não consegue entender tanta falta de sintonia entre os que conduzem o assunto. Ouvir o que diz o presidente Bolsonaro e comparar com o que dizem os ministros da Economia e da Cidadania, levou o relator da Emenda na Câmara dos Deputados a dizer que o caso virou uma Casa da Mãe Joana. Alguém discorda?
Mas no meio de tanta manobrar pouco transparente, uma declaração do senador Flavio Bolsonaro sobre a preocupação do presidente Bolsonaro, o seu pai, com o relatório da CPI da Pandemia foi indiscutível e legítima. Ele disse ao vivo que a reação do presidente será uma sonora gargalhada, exibindo ao país o gesto. Isso só reforça o pouco caso que o chefe do Executivo fez para combater o vírus e evitar que o número de mortes ultrapassasse as 600 mil vítimas. Mais triste ainda é ver senadores defendendo a atuação e o comportamento público do Mito.
A oposição critica o populismo da atual gestão para fins eleitoreiros, principalmente visando a próxima eleição presidencial. Como a popularidade e a aceitação de Bolsonaro está em visível decadência, há uma tentativa de melhorar a sua imagem e atuar nos programas sociais, antes tão combatidos e demonizados por este presidente. Divulgar que o Auxílio Brasil será de R$400,00 soa irônico quando o valor proposto por ele, logo no início da pandemia, era de míseros R$200,00. Por que tanta generosidade agora? Não é mais o país quebrado daquela época?
Um observador sem paixão político-partidária, mas apenas interessado em saber como vamos sair desta crise geral, não vê nenhuma medida proposta que inspire confiança. Tudo converge para um calote por parte do governo. O próprio mercado financeiro está com a pulga atrás da orelha. A turma que analisa o que dizem os responsáveis por este governo é muito diferente dos fãs do cercadinho do Alvorada. Basta ver a reação da Bolsa de Valores de São Paulo, a mais importante do país, a oscilação do dólar, as previsões do PIB e da inflação.
Como desgraça pouca é bobagem, segundo a crença popular, a mídia divulgou que auxiliares diretos do ministro da Economia pediram demissão do cargo. Fala-se que o motivo é a discordância do furo no teto de gastos públicos. Aos poucos vê-se que o cidadão que tinha resposta para tudo, daí ser chamado de Posto Ipiranga, está totalmente perdido e não demonstra a tal capacidade técnica e política para apontar uma saída responsável deste imbróglio. Administração púbica é bem diferente de um negócio privado – o buraco é muito mais embaixo!
Sabe-se que a política é imprevisível, apesar do nosso presidente dizer que gosta de previsibilidade, especialmente dos aumentos sucessivos dos preços da Petrobras, mas neste ambiente a mudança é inesperada e surpreendente. Como já declarou que não vai interferir na política de preços desta empresa, pegou um atalho para acalmar os caminhoneiros, prometendo um auxílio como forma de compensar o impacto dos aumentos. Se isso não é populismo eleitoreiro e seletivo... precisamos urgentemente rever nossos critérios sobre responsabilidade com gastos.
Tudo o que está acontecendo no nosso país só reforça a tese de que o Brasil não é para amadores. Depois de tanto o nosso presidente e seus filhos alfinetarem a China, o nosso maior parceiro comercial, os exportadores de carne sentem na pele as consequências da suspensão da compra da nossa carne bovina pelos chineses. Se o motivo não é apenas pelas declarações inadequadas publicamente conhecidas, o comportamento isento de diplomacia em nada ajuda nesses momentos. Alguns apoiadores do Mito diziam que é a China que depende de nós. Será?
Longe de pensar que a trégua na crise institucional entre o Executivo e o Judiciário fincou uma bandeira branca definitivamente entre os Poderes. O que se desenha é uma pendenga entre o Executivo e o Legislativo, tendo como foco o Senado Federal por causa da proposta do ICMS fixo em R$/litro de combustível. A reação dos governadores foi à altura da culpabilidade deles perante a população, segundo o governo federal. Alguns disseram que nunca os chamaram para discutir o assunto de forma objetiva, responsável e sem intenções eleitoreiras. Farpas à vista?

J R Ichihara
22/10/2021

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