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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Finalmente uma trégua nas pendengas?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Adaptando-se à velocidade do mundo

A semana útil que se encerrou na última sexta-feira fugiu um pouco do habitual sobre a crise institucional entre os Três Poderes no país. Por alguns momentos a mídia deixou de lado as votações no Legislativo e o depoimento do presidente da República sobre a interferência na Polícia Federal. Também perdeu importância a sabatina do indicado para a vaga no STF e a mudança na gestão do Ministério Púbico proposto pelos parlamentares. O que aconteceu de tão relevante para desviar a atenção disso, mudar o foco dos holofotes, minimizar até a preocupante crise sanitária?
O assunto tão importante para adiar as outras prioridades foi o leilão da tecnologia 5G sob a coordenação da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações. Como a economia está acima de todas as outras preocupações deste governo, um negócio que envolve cifras bilionárias e pode mudar a forma de quem depende muito da internet, as pessoas não viram anormalidade nisso. Os lotes são oferecidos por faixas de frequência: 700 MHz (megahertz), 2,3 GHz (gigahertz), 3,5 GHz e 26 GHz. As aquisições permitem atuação nacional ou regional. O entendimento é complexo.
Por se tratar de um assunto altamente especializado, os comentários são vistos com muitas dúvidas. Falou-se que os valores arrecadados (R$ 7,09 bilhões) nas 3 primeiras faixas oferecidas ficaram muito abaixo do esperado e que as contrapartidas dos investimentos pelas empresas, não divulgadas pela Anatel, deixaram questionamentos sobre a vantagem do negócio. O fato é que a discussão exigirá a opinião de especialistas que coloquem os interesses do país acima do viés ideológico. Mas leilão obedece a regras preestabelecidas que devem ser claras.
Com o resultado o país receberá mais uma operadora de telefonia móvel, a Winity II Telecom, ligada ao Fundo Pátria, que arrematou o lote de 700 MHz e terá direito de oferecer os seus serviços em todo o país. As outras faixas de frequência foram loteadas por áreas nacionais e regionais, sendo que a considerada a principal pela Anatel, os 3 lotes da nacional de 3,5 GHZ, foram arrematados por Claro, Vivo e Tim. Para o usuário brasileiro chamou a atenção a ausência da operadora Oi. Como ela vai atuar no mercado? Quais serviços vai continuar oferecendo?
Uma operação desta magnitude ainda vai ser tema para muita discussão. Primeiro porque não é de fácil compreensão; depois porque os valores envolvidos e a tecnologia mais avançada deve exigir custos mais altos, o que pode implicar numa cobrança inicial maior que a atual paga pelos usuários. Mas isso são previsões que não foram ainda alertadas para a população. Daí que a surpresa pode ser agradável ou desagradável. O que não ficou claro para todos foi se a tecnologia é chinesa ou norte-americana. Isso foi motivo de pendenga por parte do nosso governo.
Quem gosta de discutir assunto salutar e que tem alguma utilidade, este leilão é um prato cheio que veio a calhar. Alguns especialistas dizem que este avanço vai além da velocidade no uso da internet. Espera-se que sim. Mas precisa ser esclarecido e afastado definitivamente o temor de espionagem em alta escala por parte dos que desenvolveram esta tecnologia. Afinal com tanta desconfiança na manipulação de dados pessoais, a população necessita de maior segurança e proteção da sua privacidade. Os frequentes dissabores nas redes sociais que o digam.
Infelizmente ninguém pode garantir que os que usam a tecnologia para praticar o mal estão eliminados do planeta. Mas isso não pode ser um impedimento na busca de meios para facilitar o dia a dia das pessoas. Precisamos acreditar que nem todos são maquiavélicos e gostam de prejudicar até quem nunca lhes desejou nenhuma adversidade na vida. Que a Ciência e a Tecnologia estejam sempre a serviço do bem-comum, não importando a origem e o regime de governo de quem desenvolveu o conhecimento. Fronteiras ideológicas precisam ser revisadas!

J R Ichihara
06/11/2021


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