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Livingstone Pinheiro de Rezende
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Poesia
 
Retratista de velório (samba)
Por: Livingstone Pinheiro de Rezende

Pára de falar com o dedo, mané
Em hora inadequada.
Era criança, mulher, e até o coveiro te deu enxadada.
O teu caso já é triste -
Meu Deus, que palpite!
Vacilo funéreo:
Tirar uma selfie lá no cemitério!

O cortejo ia seguindo a tristeza da rapaziada:
A mãe do amigo descia numa cova rasa recém preparada.
Mas a tua atenção, depois desse aparelho, só vive pregada
Em lugar errado e hora errada.

Se a garota suplica pra telefonar, você cria mistério;
O teu caso é sério, na mesa de bar, esquentando a gelada.
Agora, mal assombrado, solteiro, na rua, de cara quebrada.
Meu Deus! Eu nunca vi tanta porrada!

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