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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Bicudos não se beijam mesmo!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como será com os verdadeiros adversários?

O ditado popular no Brasil é muito usado para descomplicar tudo que os estudiosos nos diversos assuntos não conseguem resumir sobre determinado assunto e informar à sociedade. Quando a eloquência verbal, amparada pela elegância impecável, não arremata uma conclusão inquestionável... basta lançar mão deste recurso facilmente assimilado por todos. Se o interesse coletivo é esquecido e os atores que estão nos holofotes rasgam as regras aceitáveis, diz-se que o entendimento foi para o espaço e “virou briga de torcida”, numa referência a um jogo de futebol.
A população tem acompanhado, desde o último domingo, as prévias do partido político PSDB para a indicação do candidato à presidência da República nas próximas eleições de 2022. O comportamento dos que estão concorrendo mostrou como atuam os que querem o bem-comum acima de tudo. O símbolo deste partido, que já governou o país por 8 anos sob o comando do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC, é um tucano, a exótica ave de bico longo que não é muito vista facilmente no dia a dia. Muitos o veem como o partido dos intelectuais paulistanos.
Mas as declarações dos postulantes à indicação passam longe da polidez que deve nortear todo e qualquer político que pretende governar um país. Daí que os atuais governadores de São Paulo e do Rio Grande do Sul, João Dória e Eduardo Leite, além do ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, têm dispensado a etiqueta em alguns momentos para “espetar” o adversário. A mídia mostrou que Dória e Virgílio sempre aparecem juntos, um claro sinal de que estão se apoiando, com o primeiro sendo cabeça de chave. Eles não deviam “baixar a bola” um pouco?
Um problema no aplicativo escolhido para a votação dos filiados suspendeu o evento. A ala Dória/Virgílio queria o adiamento para o próximo domingo, mas Eduardo Leite exigiu 48 horas para a solução do problema e a continuidade no processo para a indicação. Isso foi a lenha na fogueira – mais um ditado popular – para alimentar cutucadas de parte a parte. A troca de farpas, que certamente extrapolou os interesses dos eleitores, pouco acrescentou na solução do problema, mas serviu para massagear o ego dos que gostam de uma boa “briga de rua”.
Num cenário pouco favorável às pretensões tucanas, onde as chances do candidato do PSDB chegar ao Planalto novamente são mínimas, o desentendimento no ninho pouco estimula o eleitor que não quer mais a polarização PT contra qualquer outro partido. Por isso se fala tanto em uma terceira via. Afinal, depois de 3 derrotas consecutivas para o “cumpanheros”, a vistosa plumagem precisa ser recomposta e os bicudos buscarem um lugar de destaque, além do comando do estado de São Paulo que se perpetua há mais de 20 anos. Mas o caminho é este?
Será que a exposição da mídia sobre a pendenga no PSDB têm outras pretensões? Ou as votações das PECs, sabatina do candidato do presidente da República ao STF e justificativas do ministro Paulo Guedes sobre as contas Offshore perderam a atenção do foco da população? Em dado momento, o governador João Dória disse que o seu partido é o único que realiza as prévias neste país. Da forma que está sendo mostrado é motivo de orgulho ou de vergonha? A escolha do aplicativo e de todo o sistema de fiscalização mostrou o quê? Se preparo é isso...
Em política, diz outro conhecido ditado popular, tudo é possível. Portanto, a notícia que o tucano Geraldo Alckmin, um dos fundadores do partido, seria o vice na chapa de Lula não abalou as estruturas da sociedade. Adversários ferrenhos por anos e protagonistas na polarização PT x PSDB, a composição é uma possibilidade factível. O que está em jogo é impedir a reeleição do presidente Bolsonaro e tentar reestabelecer um ambiente civilizado no país. Muitos não gostam do enfrentamento desnecessário que vivemos porque não é bom para a atividade econômica.
Quem gosta de relembrar os fatos ocorridos na política sabe que o último candidato tucano que disputou uma final à presidência da República, no segundo turno, foi o Aécio Neves, que perdeu para a Dilma Rousseff. Ele não aceitou a derrota, pediu recontagem de votos e fez declarações antirrepublicanas sobre como se comportaria no Legislativo. Se as penas dos aliados são arrancadas dentro do próprio ninho... O que imaginar quando a disputa for com alguém de outra legenda? O Virgílio disse que sobe as escadas da Penha se Aécio sair do seu partido!

J R Ichihara
24/11/2021

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