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Artigo
 
Aplicando Passes
Por: Valdir Pedrosa

APLICANDO PASSES

“Mãos à obra! Distribuamos alguns passes de reconforto!”[1] Com esta convocação, Aniceto iniciou o trabalho de assistência aos espíritos sofredores na casa de dona Isabel e Isidoro. Porém, antes de mais nada é importante relembrarmos uma clássica definição sobre passes elaborada por Emmanuel, guia do médium Francisco Cândido Xavier: “(...) o passe é a transmissão de uma força psíquica e espiritual (...).”[2]

Ao ser convocado, André questionou se realmente estaria devidamente preparado para um trabalho dessa natureza. O benfeitor respondeu: “Por que não? Toda competência e especialização no mundo, nos setores de serviço, constituem o desenvolvimento da boa vontade. Bastam o sincero propósito de cooperação e a noção de responsabilidade para que sejamos iniciados, com êxito, em qualquer trabalho novo.”[1]

A terapia dos passes é, sem dúvida alguma, um dos recursos mais importantes oferecidos pelas instituições espíritas aos seus frequentadores. Por meio da imposição de mãos e de outras técnicas do Magnetismo, médiuns passistas atuam como intermediários dos técnicos da espiritualidade superior, direcionando recursos fluídicos a todos aqueles que sintam necessidade ou que possuam orientação para participarem deste tipo de tratamento.

Boa vontade, desejo de ajudar o próximo, responsabilidade, disciplina e comprometimento são pré-requisitos para quem quiser trabalhar na aplicação de passes. Contudo, para que o passista atue com segurança e confiança é necessário se instruir sobre os vários aspectos que envolvem a tarefa. Nesse quesito, diversas instituições promovem com frequência cursos nos quais os candidatos aprendem os fundamentos da atividade ou reciclam o conhecimento já adquirido. Dessa forma, são ministradas informações principalmente sobre espírito, perispírito, fluidos, centros de força e técnicas para aplicação de passes.

Além de tudo isso, o médium passista deve se submeter a uma séria preparação nos dias que antecedem o trabalho. Tal preparação abrange as condições físicas, morais e espirituais, e passa pela moderação com a alimentação, excluindo tudo que é tóxico e prejudicial à saúde como bebidas alcoólicas e o fumo, consumo de carne vermelha e comidas muito condimentadas, dentre outros. O tarefeiro precisa também exercer severa vigilância sobre seus desejos, pensamentos e atitudes, bem como cultivar a prece, a leitura edificante e as boas vibrações.

Como percebemos, trata-se de nobre tarefa que se encontra ao alcance de qualquer um que verdadeiramente se dedique a esse elevado mister. O médium, em geral, é um instrumento nas mãos dos espíritos superiores no que tange à execução da atividade mediúnica em si. Por outro lado, quando nos referimos à preparação, dedicação e empenho, o médium é mais do que um simples instrumento, pois ele é, ou pelo menos deveria ser, um parceiro da espiritualidade amiga, completamente consciente de sua responsabilidade no processo e ciente de que os mentores contam com sua colaboração voluntária, de coração aberto e sem interesses escusos.

Motivado, André Luiz recordou de Narcisa, a dedicada enfermeira de Nosso Lar, que lhe disse certa feita: “(...) meu amigo, nunca te negues, quanto possível, a auxiliar os que sofrem. Ao pé dos enfermos, não olvides que o melhor remédio é a renovação da esperança; se encontrares os falidos e os derrotados da sorte, fala-lhes do divino ensejo do futuro; se fores procurado, algum dia, pelos espíritos desviados e criminosos, não profiras palavras de maldição. Anima, eleva, educa, desperta, sem ferir os que ainda dormem. Deus opera maravilhas por intermédio do trabalho de boa vontade!”[1] E foi assim que nosso querido amigo, aquele ex-médico terreno, se encaminhou para atender a seis entidades lhe designadas por Aniceto: “Naquele instante em que fora chamado a prestar auxílios reais, eu não recorria aos meus cabedais científicos, não me reportava tão somente à técnica da medicina oficial, a que me filiara no mundo, mas recordava aquela Narcisa humilde e simples, das Câmaras de Retificação, enfermeira devotada e carinhosa, que conseguia muito mais com amor do que com medicações.”[1]

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 44 (Assistência).
[2] O Consolador – Pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier – questão 99.
Valdir Pedrosa – Outubro/2018

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