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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Eles só existem para quem acredita?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

E assim seguimos em frente

O período natalino reacende sentimentos cristãos que muitos esqueceram de praticar ao longo dos mais de 300 dias que ficaram para trás. Uma onda de bondade, generosidade e solidariedade invade o planeta e se espalha como um tsunami de esperança e fé na espécie humana. Apesar deste ano ser atípico por causa da pandemia da Covid-19, este sentimento se manteve nos corações e mentes que respondem prontamente às manifestações que valorizam a fraternidade acima de tudo. Quantos resistem a algo que contagia de forma tão abrangente?
Nesses momentos voltamos aos tempos de criança, às expectativas do que seria encontrado na meia ao pé da árvore de Natal, cheia de luzes multicoloridas, deixada para o Papai Noel colocar o brinquedo desejado. Como não acreditar que seriamos atendidos, mesmo não sendo a criança obediente e cumpridora das suas tarefas inerentes a esta fase da vida? O fato é que até a decepção era aceita e perfeitamente compreendida pela maioria. O merecimento era um critério tipo cláusula pétrea das leis escritas pelos homens para o mundo adulto. Isso mudou?
Existe, porém, uma outra visão desta data festiva. Descolando do lado material, aquele que prevê o presente por merecimento, o Natal representa o nascimento de Jesus Cristo, que age de forma diferente na distribuição dos presentes. Ele não pune simplesmente quem errou e premia o felizardo que acertou. Sua avaliação é voltada para o intangível, aquilo que muitos não conseguem mensurar porque só têm os olhos voltados para o que está dentro da meia colocada na árvore enfeitada. Talvez essa seja a polêmica sobre acreditar ou não no Bom Velhinho.
Mas o dia a dia envolve todo tipo de situação que se possa imaginar. O equilíbrio desejado por muitos nunca acontece. Enquanto uma minoria não tem do que reclamar na vida, milhões sofrem pela falta do mínimo necessário para viver com dignidade. À parte descobrir e punir o culpado por isso, todos podem tentar minimizar a falta e o excesso que mantém o fosso da desigualdade entre as pessoas, que inclusive aumenta quando surge uma crise econômica. Nesses momentos temos de ser pragmáticos e não entregar tudo nas mãos de uma só pessoa.
Vivemos num mundo onde o merecimento é muito subjetivo e depende da forma como os controladores do poder agem. Quantos veem justiça social quando muitos não têm o que comer, muito menos onde morar? Será que esta condição de vida é consequência apenas da falta de atitude individual, de mudança de comportamento diante das dificuldades? Ou a utilização dos recursos públicos são direcionados para onde alguns nunca serão beneficiados? Se essa prática só aumenta a pobreza... Provavelmente a persistência neste erro alimenta a fome e a miséria.
Seguramente a maioria não acredita nos milagres realizados por Jesus Cristo, mas o efeito do poder transformador que as pessoas exercem com bons exemplos faz muita diferença. Acreditar que um cego passou a enxergar, pode ser entendido como a assimilação de conhecimento por parte de quem estava na escuridão. O fato de ver o mundo de forma clara e objetiva pode facilitar a mudança necessária para sair da situação desvantajosa. Andar com as próprias pernas é mais um ato de libertação da dependência do que a cura física mencionada.
Portanto, o uso da parábola pelo Filho do Homem precisa ser entendida como a forma de comunicação acessível para os mais humildes, os que não têm conhecimentos acadêmicos suficientes para entender a complexidade dos problemas sociais. Que outro jeito Ele poderia usar para se fazer entender? Talvez a forma eficaz de explicar o porquê da realidade que muitos são obrigados a enfrentar durante nesta vida. Quantos veem que a injustiça é o ponto alto ressaltado nas Suas pregações? Que a premiação com a conquista seria combater essa desigualdade?
Infelizmente a maioria prefere olhar o Natal sob a ótica do merecimento via Papai Noel, deixando de lado os critérios de Jesus Cristo. A comemoração do nascimento é apenas religioso, o fato marcante que dividiu a História da Humanidade em antes e depois Dele. Já a labuta do Papai Noel e os critérios para recompensar quem se comportou bem, é o lado comercial, o que envolve valores tangíveis que movimentam as engrenagens do mundo financeiro – e neste não há exemplos de milagres. Os esforços físico e mental atendem a interesses diferentes de crenças.

J R Ichihara
Feliz Natal!
24/12/2021

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