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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Piedade ou desejos maldosos?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O poder do ilusionismo

A recente hospitalização do presidente Jair Bolsonaro, ao se sentir mal após o almoço, durante as férias, despertaram sentimentos desumanos em muitos que viram nisso a oportunidade de revanche por causa do seu comportamento no combate à pandemia da Covid-19. Os desejos maldosos foram potencializados porque isso ocorreu paralelamente às enchentes na Bahia, onde muitos perderam todos os bens materiais que possuíam. Além disso, o governo federal rejeitou a ajuda humanitária oferecida pelo presidente da Argentina. Como tirar a razão dos revoltados?
Logicamente que os defensores incondicionais do Mito apelaram para o lado cristão, lembrando que nesses momentos devemos deixar de lado o ódio e valorizar a vida humana. Mas será que o alvo de maus desejos age e se comporta dessa maneira quando o sofrimento alheio depende dele para ser minimizado? As diversas gravações das suas declarações enquanto muitos morriam sem assistência médica não mostram qualquer empatia por parte dele. Quando soube que a ex-presidente Dilma estava hospitalizada por causa de um câncer... desejou a sua morte!
Como sentir pena de alguém que não demonstra qualquer respeito pela dor alheia diante das situações adversas? Responder que todos morrem um dia, que não pode fazer nada, quando alguns perguntaram o que ele estava fazendo para evitar mais mortes pela Covid-19, que não é coveiro? Alguém vê nessas respostas algum sentimento que reforça a postura de uma pessoa que só fala em Deus? Talvez o perdão que o cristianismo valoriza tanto não seja a única manifestação da maioria que se sentiu desamparado, inclusive tratado com ironia, pelo presidente da República.
O fato é que a forma como o nosso presidente da República trata a infelicidade alheia, especialmente nas mortes, não demonstra nenhum indício de solidariedade humana, de valor cristão, de piedade com a perda da vida. Por que então ele merece perdão pelo que faz e convocação de formar uma corrente quando se encontra em situação difícil com a sua saúde? Não podemos exigir de todos que foram ignorados por ele, nos momentos de angústia e desespero, que entendam que todos erram e merecem o perdão – o amor e o ódio existem.
Infelizmente, pelo histórico de cenas do Mito, muitos não acreditaram que ele tenha sofrido qualquer problema de saúde. Aproveitaram para questionar o gasto para trazer o médico que o tratou da “facada” e das intervenções cirúrgicas posteriores a isso, em avião exclusivo, do Caribe, onde estava gozando férias, para um hospital de São Paulo. Como o assunto nunca foi esclarecido, permanece a crença de que tudo foi um jogo de cena para ganhar as eleições de 2018. Alguns já falam que toda hospitalização dele já está agendada durante a campanha eleitoral.
Mas um detalhe continua em alta nas análises dos opositores desta gestão: a tática de desviar a atenção dos problemas graves, o tal “passar a boiada”. Lembram disso? Criar uma polêmica, tipo passaporte vacinal ou consulta pública para vacinação infantil, aproveitando para focar em assuntos de interesse exclusivo do Planalto. Daí que é duvidoso ver alguém feliz e saudável, curtindo suas férias, ser levado de forma emergencial para o socorro médico por causa de um probleminha decorrente da ingestão de alimento. Só o vírus da gripezinha não o atinge?
Entre os maus desejos e a torcida para que ele se recupere o mais breve possível, surge uma trégua dos que opinam sobre a situação caótica que o país se encontra. A reeleição já assumiu o papel de protagonista no meio político. Os ataques às reputações dos pretensos candidatos já começaram e os apoios financeiros na forma de liberação de emendas são costurados longe da opinião pública. Quem duvida que isso será o foco dos holofotes da mídia em grande parte do tempo no decorrer deste ano? Os atores principais já estudam os scripts.
Como a gestão federal vai se comportar diante da crise sanitária que está longe de ser superada? Será que a gripezinha, agora junto com a gripe H3N2, uma variante da Influenza, mudará a forma do presidente da República e do ministro da Saúde atuarem? Ou será feita uma nova consulta pública para a aprovação oficial sobre a vacinação da população em geral? Talvez a sorte do brasileiro, como disse o presidente Mito, é que ele mergulha no esgoto e nada acontece. De mergulhos no esgoto a população está pelas tampas... pena que alguns não percebem isso.

J R Ichihara
06/01/2022

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