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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Discurso x realidade
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Passividade têm lá suas consequências

Por ser um ano eleitoral para a presidência da República, a população consciente exigirá discursos exequíveis dos candidatos ou explicações aceitáveis dos que pretendem a reeleição. Não adiantará jogar palavras ao vento ou prometer o Paraíso se a situação atual é muito preocupante e os resultados apurados pelos órgãos oficiais são decepcionantes. Também pouco resolve culpar a crise sanitária e a inflação, ou comparar o desempenho mundial, se o sofrimento local não depende somente os fatores externos, mas também das políticas públicas nacionais.
Nesses momentos, apesar do descrédito do presidente Bolsonaro nos dados oficiais, além do otimismo irreal do superministro Paulo Guedes, o mundo nos vê com muita desconfiança. Portanto, não podemos nos agarrar somente no agronegócio como a tábua de salvação. Afinal, uma economia estável não pode ter uma única atividade como ponto focal. Como o forte da nossa exportação são as commodities, que dependem de critérios de aceitação dos compradores quanto aos cuidados com o meio ambiente, precisamos nos adequar às exigências. Alguém discorda?
O fato é que o ano que fechou está muito longe do que o governo declarava nas entrevistas dos que têm as rédeas do poder nas mãos. Uma inflação de mais de 10% e uma taxa de desemprego por volta dos 13 milhões no último trimestre, não convergem para a decolagem anunciada pelo ministro Paulo Guedes. Do lado da classe empresarial, ouviu-se que o ano de 2021 iniciou muito bem, mas a pandemia e outros contratempos atrapalharam o desempenho esperado. Também que as reformas necessárias não foram aprovadas pelo Congresso. Então...
Espera-se, portanto, que o ano difícil por causa da insistência da pandemia da Covid-19, agora associada à gripe H3N2, seja enfrentado com mais eficiência pelo governo federal – nada de negacionismo – implementando políticas públicas que visem a preservação da vida e a sobrevivência dos mais vulneráveis. O difícil vai ser não usar a situação para fins puramente eleitoreiros. A flexibilização nas atividades econômicas do dia a dia exigirá uma maturidade dos gestores e da população. Não tem outra maneira racional de conviver e enfrentar este desafio.
Sabe-se que o comportamento do presidente da República sobre a imunização coletiva em nada mudou. Ele continua estimulando a desobrigação na vacinação das pessoas, a aglomeração e o uso das medidas de proteção recomendadas pelas organizações mundiais. Critica a exigência do passaporte vacinal e insinuou que a aprovação da Anvisa na vacinação infantil têm outros interesses, além da proteção de vidas. Provavelmente nos debates, caso compareça como candidato à reeleição, será cobrado a explicar o porquê deste comportamento.
Quem permanece como um otimista incurável deveria ouvir o que dizem os especialistas sobre os investimentos externos no nosso país. A maioria acha que a instabilidade política, o desequilíbrio nas contas públicas e a indiferença com o meio ambiente, afastam ou deixam cautelosos os que poderiam investir no nosso país. Será que o nosso presidente da República atua no sentido de mudar essa imagem que o mundo consagrou do Brasil? Ou o comportamento dele com os maiores parceiros comerciais não estimula uma aproximação para fechar negócios?
Uma crença que precisa ser questionada é que não devemos fazer negócios com países que adotam um regime político diferente do nosso. Por que excluir os vizinhos nas relações comerciais baseado somente na discordância de ideologia? Até onde se sabe, o valor do dinheiro independe da forma do povo governar o seu país. O que isso tem a ver com o fornecimento de produtos, bens e serviços, se há obediência e respeito às regras dos contratos e preservação da soberania de cada um? Fica parecendo que o mundo globalizado ainda é muito preconceituoso.
Certamente durante a campanha ouviremos soluções miraculosas aos montes. Todos os candidatos têm as suas fórmulas mágicas para acabar com os problemas definitivamente. Mas isso ainda vai funcionar? De discursos maravilhosos os ouvidos dos brasileiros estão inchados. Quem conseguiu atravessar a Ponte do Futuro? Ou viu o fim da mamata e da corrupção? Escolheu o emprego depois da Reforma Trabalhista e da Previdência? Usufruiu do combustível barato e do preço da cesta básica? Se o político apenas vende o sonho... o nosso dia a dia mostra a realidade!

J R Ichihara
12/01/2022

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