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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Nova versão da Guerra Fria e outras notícias
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

De fora para dentro e vice-versa

A mídia tradicional divulgou bastante o clima de tensão gerada pela ameaça da invasão militar da Rússia na Ucrânia. O que se viu foi uma espécie de revitalização da Guerra Fria, o ambiente de permanente desconfiança entre os Estados Unidos e a União Soviética, na preocupante avaliação de quem tinha o maior arsenal bélico do Planeta. Apesar do presidente russo negar que não há esta intenção, a OTAN movimenta tropas nas fronteiras e algumas Embaixadas retiram seu pessoal dos países alvos. Por que isso, se tudo é uma simples suposição?
O impasse têm suas consequências para a Europa, que dependem muito do fornecimento de gás que vem da Rússia, para uso no aquecimento durante o inverno, assim como para o restante do mundo que usa os derivados de petróleo, uma vez que este país também é um grande produtor. Daí que uma redução na oferta impacta no preço de venda, o que incide em mais contribuição para o aumento da inflação em alguns países, inclusive o Brasil. Portanto, na globalização os interesses estão muito interligados, exigindo decisões racionais diante das crises.
Mas nem toda notícia externa é ruim. Soube-se que o Brasil recebeu carta-convite da OCDE, o considerado clube dos ricos, para fazer parte do grupo. Lógico que isso permite acesso aos negócios e investimentos que precisamos, além de influências nas decisões que orientam o rumo da economia no mundo. O lado espinhoso é que para ser aceito há uma série de exigências que envolvem Meio Ambiente, combate à corrupção e transparência nas contas públicas, entre outras. Será que demonstraremos isso com extrema facilidade? Fazemos esta lição de casa?
Quem deu importância para o pedido de renúncia para o primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson porque participou de uma festa durante o período de lockdown decretado? Ou da deportação do tenista Novak Djokovic, do torneio Aberto da Austrália, porque se recusou a tomar a vacina contra a Covid-19? Muitos fãs incondicionais do presidente Bolsonaro são contra essas decisões. Mas será que cabe esse tipo de pensamento quando pretendemos ingressar na seleta OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)? Como agimos aqui?
Felizmente chegam boas notícias do exterior que podem das asas à imaginação dos nossos líderes. Pela primeira vez na História dos Estados Unidos, a Suprema Corte poderá ter uma mulher negra no Alto Escalão. A indicação para o cargo foi uma promessa de campanha do atual presidente Joe Biden. O Brasil já teve um negro, o ministro Joaquim Barbosa, como presidente do STF, o órgão máximo da Justiça no país. Mas é muito raro a presença de uma mulher negra ocupando o cargo de ministra desta Instituição. Não está na hora de mudar isso?
Aos que gostam de inovação tecnológica, a mídia mostrou a exibição de um carro que pode voar. As imagens foram gravadas na Eslováquia e certamente despertou a curiosidade mundial. O modelo é equipado com um par de asas e uma hélice que podem ser recolhidas quando em terra. Precisa de uma pista para decolar e pousar. O motor é o usado no carro convencional e não precisa de gasolina especial. Pode voar até 1.000 km e atingir a altura de 2.500 metros, transportando 2 pessoas. Recebeu o nome de “AirCar” e a aprovação após 70 horas de testes.
Enquanto isso, em Terra Brasilis, a pendenga entre os governadores e o presidente da República, sobre os aumentos de combustíveis, não tem data para acabar. Depois de tanto afirmar que a causa do abuso nos preços deve-se ao ICMS e não à política da Petrobras, o efeito da suspensão deste imposto em nada impactou para quem abastece na bomba. Com o dólar alto e os preços do petróleo subindo no mercado internacional, parece que só o nosso presidente não vê que há outros fatores que contribuem para isso. Por que ele não pergunta ao Posto Ipiranga?
Diz-se que miséria pouca é bobagem... Ou que nada que está ruim não possa piorar, segundo o nosso presidente da República. Daí que por causa da pandemia e da política antivacina publicamente adotada por ele, o setor de serviços sofre com as idas e vindas das pessoas ao trabalho. O home office adotado por algumas empresas amenizou o impacto no resultado, mas quem não pode implantar isso sentiu as consequências de forma significativa. A mídia divulgou que este setor já acumula prejuízos de R$ 35 milhões pela ausência das pessoas. Mas... E daí?

J R Ichihara
28/01/2022

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