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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Ausência esperada gera a falta de esclarecimentos?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Mudanças na obrigação do ônus da prova

O atual presidente da República do Brasil assumiu o cargo com o compromisso de acabar com tudo que existia de errado na gestão do país. além de desfazer tudo que o PT fez, o antecessor mais corrupto da História nacional. Viveríamos dias de transparência e zelo com os cofres públicos, desenvolvimento pela vinda de investimentos externos, uma Nova Política que varreria do mapa os conchavos e o toma lá, dá cá. Quem não renovou suas esperanças diante de promessas que vêm ao encontro do sonho de consumo de uma população descrente?
A realidade, depois de 3 anos de gestão, está muito longe das expectativas dos que acreditaram no fenômeno que surgiu para resgatar o orgulho e a credibilidade das pessoas que não aguentavam mais tanto absurdo. O país maravilhoso prometido só é visto pelos fãs incondicionais que aplaudem suas declarações no Cercadinho. Fora desse reduto cativo, a vida está cada dia mais complicada. Aí, como todo bom estrategista político, o Mito trata de terceirizar a responsabilidade pelo mau desempenho da economia, das relações internacionais... de tudo.
Mas nada que está ruim não possa piorar, disse o próprio presidente Bolsonaro. Vira e mexe ele requenta assuntos resolvidos e esclarecidos pelos meios legais de informação. Por que a insistência nas irregularidades no BNDES, a fragilidade das urnas eletrônicas nas eleições e a insegurança nos imunizantes aprovados para o combate da pandemia pela Covid-19? Quando oferecida a oportunidade de provar que as urnas não são confiáveis, limitou-se a explicar absolutamente nada. Assim como calou-se diante do relatório conclusivo sobre o BNDES. Então...
Quantos aprovaram o comportamento do presidente quando faltou ao compromisso que assumiu de comparecer à Polícia Federal para prestar esclarecimentos? Ele pediu extensão do prazo, que foi concedido, mas não deu satisfação ao povo que o apoia. Deu a entender que diante de tantos problemas emergenciais isso fica em segundo plano, não é uma prioridade. Claro que recebeu todo o apoio de alguns, mas para quem gosta do cumprimento da Lei, a atitude revelou o lado obscuro de quem faz declarações voltadas para manter um seleto grupo de apoiadores.
Sofrer um desgaste no exercício de qualquer cargo público é normal porque é impossível atender todos os interesses da população. Algumas decisões tomadas não agradam os eleitores que acreditaram nas promessas, apesar da necessidade por força das circunstâncias. Mas fugir de um esclarecimento diante de uma situação que é fundamental para demonstrar a transparência é decepcionante. Como acreditar nas declarações públicas depois disso? Até onde prevalece a verdade? Seria muito bom se todo gestor público aceitasse que ninguém está acima da Lei.
Um facilitador na condução do nosso país que muitos esquecem é a Constituição Federal. Ela é a nossa orientação do que pode ou não pode ser feito. Não interessa se o governo é de esquerda, direita ou centro. Qual é o problema de qualquer uma dessas ideologias assumir o comando? Até onde se sabe nenhuma posição individual ou partidária pode desobedecer ao que foi aprovado num ato que envolveu a vontade do país. Se a opção do posicionamento político é livre, mas não pode ser contra a CF... Somente as emendas malfeitas podem dificultar a gestão.
Como o mundo vê um país cujo líder acredita que o combate à pandemia, que já ceifou mais de 625 mil vidas, se faz descumprindo as medidas recomendadas e desestimulando a vacinação da população? Será que o seu comportamento quando desrespeita as etnias e as diferenças que há entre as pessoas são aceitos na comunidade internacional que queremos fazer parte? Certamente a falta de provas nas acusações que faz pode agradar um nicho restrito, mas está muito longe de ganhar muitos aplausos além das nossas fronteiras. Precisa agir assim?
Sabe-se que as críticas da oposição ao presidente da República nada tem a ver com ser contra o país. Alguém o forçou a declarar que houve fraudes nas eleições com as urnas eletrônicas? Por que sentir uma ameaça coletiva quando ele nada provou? Da mesma forma que o não comparecimento para esclarecer sobre o vazamento de informações sigilosas dos ataques ao TSE, sob a alegação do “direito da ausência”, mostrou à população que ele não age somente “dentro das 4 linhas da Lei”, como costuma afirmar. Falar o que não deve é muito complicado.

J R Ichihara
31/01/2022

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