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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Marketing ofensivo em momento inoportuno
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Circo sem pão para os brazucas?

Tornou-se cada dia menos aceitável o comportamento do presidente da República na imagem que pretende mostrar ao povo brasileiro. Em meio a tantos problemas que atingem o país, especialmente a região Sudeste, a mais importante sob o ponto de vista econômico, por causa das inundações e dos deslizamentos de encostas, a autoridade máxima da nação brinca de ser mendigo. Postaram uma imagem onde ele aparece comendo farofa, inclusive com restos espalhados pelo chão, numa clara intenção de convencer que respeita e entende esta situação.
A Best Replica Watches ideia do marqueteiro que pensou nisso deu com os burros n’água por causa da reação da maioria que passa por uma situação muito difícil. Como sobreviver com uma inflação em visível ascendência, o desemprego nas alturas, os preços dos gêneros alimentícios e combustíveis pela hora da morte e a pandemia sem previsão de acabar? O que interessa ao país a opção de passar fome de mentirinha do presidente, enquanto milhares reviram lixo e engrossam as filas dos açougues para disputar os restos das ossadas? Isso é uma ofensa pública e total falta de empatia.
Mas a vida precisa seguir em frente, apesar das dificuldades que só aumentam dia a dia. A mídia divulgou que em alguns postos de abastecimento do Rio de Janeiro, o litro da gasolina custa R$8,00. Isso não pode ser respondido com um simples E daí?. Provavelmente os privilegiados dos Três Poderes não sintam absolutamente nada com os aumentos sucessivos, mas quem depende de transporte ou vive prestando serviço como aplicativo, os bravos empreendedores uberizados, sabem o impacto que isso provoca na sua vida. Isso que é decolar?
Infelizmente as catástrofes impostas à população como as inundações na Bahia, em Minas Gerais e em São Paulo servem mais para fins políticos que deveres públicos no sentido de oferecer ajuda. Tudo vira uma oportunidade para obter dividendos eleitoreiros. Por isso viu-se as divergências entre o secretário estadual de Desenvolvimento de São Paulo Marcos Vinholi e o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho, quanto a liberação de recursos para atender os atingidos pelos deslizamentos de encostas causados pelas chuvas. Como fica o povo?
No início da manhã de ontem (01/02/22) houve um acidente na obra de construção do metrô na Marginal do Tietê, uma importante região de escoamento do intenso trânsito da metrópole. Surgiu uma cratera próximo a um poço de ventilação que atingiu parte da pista de rolamento. As informações preliminares disseram que o equipamento que realiza o túnel, o Tatuzão, provocou o rompimento de uma rede de esgoto gerando a desestabilização do terreno. O governador João Doria esteve no local e pediu agilidade na perícia para a retomada da obra.
Talvez por sentir que a imagem do pobre comendo farofa não surtiu o efeito esperado, resolveram retirá-la das redes sociais. Daí que o presidente resolveu sobrevoar as cidades do entorno de São Paulo que foram atingidas pelos deslizamentos de encostas por causa das chuvas. Não citou os valores da ajuda, mas declarou que as construções em locais perigosos deveriam prever essas ocorrências no futuro. A população soube que houve uma reunião dele com os prefeitos das cidades afetadas para definir como virá a ajuda federal. É isso o que se espera dele!
Uma notícia triste, porém, veio do Rio de Janeiro. Para questionar sobre o racismo no Brasil, soube-se que um rapaz congolês, de 24 anos, foi encontrado morto, com os pés e mãos amarrados por um fio e sinais de espancamentos no corpo. Falou-se que Moïse Mugenyi Kabagambe foi cobrar 2 diárias trabalhadas e não pagas no quiosque que fica na Barra da Tijuca, próximo do local onde o encontraram. A barbaridade mobilizou a opinião pública e a Embaixada do Congo, na busca de esclarecimentos. Quantos acreditam que teremos um desfecho imparcial?
Quando as desgraças são abundantes nem as boas notícias merecem importância. Portanto, a queda do dólar por 4 dias consecutivos, chegando a R$ 5,27 neste primeiro dia de fevereiro, pouco chamou a atenção da maioria da população. Talvez porque o nosso superministro Paulo Guedes tenha dito lá no início deste governo que o dólar alto é bom para todos. Afinal qual influência terá isso se estamos decolando, apesar de todas as adversidades pontuais e dos que querem o pior para o país? O Brasil do farofeiro voluntário vai dar certo... não tem outro jeito.

J R Ichihara
02/02/2022

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