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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Paixão de Cristo 2000 anos depois
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O corpo e o sangue de Cristo atualmente?

Nesta sexta-feira (15/04/2022) os cristãos comemoram a Paixão de Cristo. Fora a tradição de não se comer carne bovina, a data serve para lembrar que nosso senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu crucificado para salvar a humanidade que estava tomada pelo ódio e pela ganância por poder e bens materiais. Os registros sagrados citam que Ele desafiou o poderoso exército romano que ocupava a região do Oriente Médio, onde ele viveu nesta época. Apesar da repulsa dos judeus sobre esta dominação, eles colaboraram para levá-Lo ao calvário para morrer.
Depois deste acontecimento, os discípulos do Mestre – assim era chamado por seus seguidores – se incumbiram de pregar os ensinamentos mundo afora. A Igreja Católica surgiu como o reduto dos fiéis que acreditavam piamente nos dogmas e nos valores que sustentavam esta Instituição. Seguir os mandamentos garantiam um lugar junto ao Pai. Por causa disso, houve enfrentamentos sangrentos e fatos que mancham a reputação do catolicismo. A Sua influência sobre o mundo dividiu a História da Humanidade em Antes de Cristo (AC) e Depois de Cristo (DC).
Mas o que restou de lição para quem segue os fundamentos e a atuação da Igreja Católica? Sabe-se que a Bíblia Sagrada é um dos livros mais vendido no mundo, apesar do enorme crescimento dos ateus e dos que preferem outra forma de crença para justificar a existência da vida humana. Como seguir fielmente os exemplos bíblicos se vivemos entre seres humanos imperfeitos? Por que os valores cristãos devem estar acima das Leis dos homens? Seria possível conciliar essas crenças com o mundo real? Até quando caberia perdoar infinitamente?
O fato é que citar os trechos bíblicos e viver invocando o nome de Deus tem mostrado que não é garantia de um comportamento cristão. Haja vista que pastores usam e abusam da fé das pessoas para amealhar fortunas pessoais e até influenciar nas gestões públicas no Brasil. Será porque somos considerados o país com o maior rebanho religioso do mundo? Ou porque a desculpa de colocar Deus acima de tudo, enquanto acumulam riqueza material, funciona maravilhosamente bem? Vê-se, portanto, que o mundo atual está cheio de falsos profetas.
Infelizmente não cabe na sociedade do mundo DC que a simplicidade nos levará à vida eterna, ao Paraíso para viver ao lado da Luz Divina. Os templos evangélicos e algumas igrejas católicas estão muito longe da humildade nas suas construções imponentes. À parte os dogmas mantidos pelos católicos praticantes, restam poucas crenças e bons exemplos para seguir. Por isso o questionamento sobre o verdadeiro espírito cristão num mundo movido pelo dinheiro. Quantos citam trechos da Bíblia para tudo, mas são indiferentes à fome e à miséria alheia?
Quantos governantes desconsideram a forte influência da Igreja na aplicação da Justiça, na formulação das Leis e na realização das experiências cientificas? A opinião da Igreja sempre é levada em consideração. O Brasil se declara laico, mas nenhum dirigente tem coragem para se contrapor aos valores religiosos defendidos pela Igreja. Daí que o aborto, a natalidade controlada e o ateísmo sempre são assuntos delicados e evitados pela maioria dos gestores públicos e candidatos aos cargos eletivos. Se declarar a favor disso é a certeza da perda de muitos votos.
As mudanças numa Instituição milenar podem ser mais lentas do que a maioria espera. Muito se questiona por que os padres não podem se casar. Ou porque nunca houve uma mulher ocupando o cargo de Papa. São tabus mantidos pela Igreja Católica. Da mesma forma que é questionável a concepção da Virgem Maria, a Mãe de Jesus Cristo. Isso são dogmas. O fiel aceita e ponto. Não cabe explicação, muito menos argumentos técnicos e científicos para sustentar a afirmação. Será que as crenças religiosas estão acompanhando as mudanças das pessoas?
Uma análise desapaixonada de fanatismo religioso mostra que o sacrifício do Filho de Deus não convenceu uma grande maioria. Será que apenas manter a tradição de abstenção no consumo de carne bovina apaga as demais falhas no comportamento anticristão? Ou a avidez por bens materiais, por parte de alguns pregadores da palavra de Deus, desmascara toda encenação de que Ele está acima de todas as inutilidades e fraquezas humana? Talvez o importante para a pessoa seja valorizar o exemplo de simplicidade Dele, independentemente da crença religiosa.

J R Ichihara
15/04/2022

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