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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Lucro excessivo: Petrobras bombando e o povo na miséria
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Procura-se um culpado?

O recente anúncio do fabuloso lucro da Petrobras no primeiro trimestre deste ano incomodou até o presidente da República Jair Bolsonaro. Logo ele que é um fã incondicional da iniciativa privada e da forma de gestão que elas utilizam nos negócios. Afinal, segundo a mídia, R$ 42,6 bilhões de lucro líquido, em comparação com o mesmo período do ano anterior, representa um aumento de 3.273%. Mas o que isso significa para a maioria da população que não consegue pagar as contas, muito menos abastecer o carro e colocar comida na mesa?
Pelas análises dos especialistas, o lucro espetacular foi por causa dos preços do petróleo no mercado internacional, auxiliado pela guerra no Leste Europeu. Noves fora que o confronto entre a Rússia e a Ucrânia tem apenas 70 dias de duração, as justificativas têm lá sua aceitação. O preço local é porque grande parte da gasolina consumida no país é importada, uma vez que o refino local não consegue suprir a necessidade do mercado. Soma-se ainda que a refinaria da Bahia já foi privatizada e as demais estão na pauta das prioridades deste governo.
A declaração do presidente Bolsonaro é que o lucro da Petrobras “é um estupro” e que os aumentos excessivos “vão quebrar o Brasil”. Será que ele ainda defende que tudo privado é a melhor escolha em qualquer atividade econômica? Por que agora ele reclama do lucro, se isso é a meta do neoliberalismo raiz? Onde está o poder da caneta Compactor? Adianta estar nas mãos dele, se na hora de mostrar o peso dela ele diz que nada pode fazer? Usar a canetada para perdoar condenado pelo STF em nada ameniza o sofrimento do povo ou espanta a miséria.
Uma lição para os privatistas de plantão, especialmente os menos favorecidos, é que o “deus mercado” está se lixando para quem não consegue sobreviver sem o apoio do poder público. Quem pode frear os aumentos sucessivos da Petrobras? Se o governo federal, o maior acionista da empresa nada pode fazer, como o Zé Povinho vai enfrentar a livre concorrência que impõe um lucro cada vez maior? Já passou da hora de aceitar a passividade de quem pode fazer alguma coisa para mudar este quadro. Por que o vilão não é mais o ICMS do governadores?
Infelizmente os índices positivos que poderiam sinalizar dias melhores para o povão são exclusividade do nicho privilegiado. Ouvimos especialistas falarem na mídia que o lucro maior da Petrobras significa mais impostos para os cofres do governo. E daí? Quem acredita, neste pais, que este aumento na arrecadação retornará na forma de benefícios para a população, especialmente a classe desprotegida? Isso só é bom para os acionistas e para os nababos que usufruem das mordomias bancadas pelo coitado do assalariado. Tem muito eleitor que é cego!
Mas o governo tenta controlar a inflação aumentando a taxa Selic anunciada pelo Banco Central. Resulta que isso só beneficia quem tem muito dinheiro e aumenta o seu patrimônio via mercado financeiro. Ao pequeno investidor, o da Caderneta de Poupança, os seus ganhos ficam do mesmo jeito. Enquanto o parco recurso do assalariado de baixa renda é direcionado para movimentar a economia, a fortuna do rico serve para deixá-lo cada vez mais rico. O que faz o nosso Mito? Encabeça motociatas e levanta suspeitas sobre as urnas eletrônicas das eleições.
Qual orgulho tem o brasileiro sobre a maior empresa do seu país? Uma grande parte da população não esconde que ela deveria ser privatizada para acabar com a corrupção e oferecer produtos a preços acessíveis. Muitos não veem que os investimentos dela geram uma cadeia de produtos e serviços que beneficiam milhões de trabalhadores. Tudo de errado na política de preços é culpa exclusivamente dela, apesar do governo federal ser o acionista majoritário. Os exemplos de petrolíferas estatais mundo afora não satisfazem as pessoas irredutíveis.
Quando alguns afirmam que o brasileiro precisa ser estudado pela NASA, a agência espacial norte-americana, a brincadeira precisa ser levada a sério. Como entender que o assalariado de baixa renda, atualmente desempregado, com as contas em atraso e sem perspectivas de sair desta situação, continua apoiando um governo que declara publicamente que a crise é mundial e não pode ser responsabilizado pela alta da inflação. Por que os países que não produzem alimentos e nem possuem petróleo estão em situação melhor que a nossa?

J R Ichihara
06/05/2022

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