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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Busca de uma saída ou fins eleitoreiros?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A oportunidade de mostrar competência é agora

Enquanto a mídia exibe os números preocupantes sobre a economia do nosso país, o governo federal tenta minimizar os efeitos da inflação por causa dos aumentos “estupradores” dos combustíveis e dos gêneros alimentícios. Daí se ouvir que o presidente da República trocou o ministro das Minas e Energia, o guarda-chuva onde se abriga a Petrobras e a Eletrobras. O novo titular da Pasta já deu o recado de que é totalmente favorável às privatizações dessas empresas. Será que isso é apenas uma tentativa de responder ao povo que está fazendo alguma coisa?
Mas as ações não param por aí. O superministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do presidente Bolsonaro, declarou sua proposta de “taxar” os super ricos como uma medida de praticar a justiça tributária na sociedade. Por que somente agora ele viu isso? A pouco menos de um ano do fim desta gestão, caso o presidente Bolsonaro não seja reeleito? Sabe-se que de boas intenções o inferno está superlotado. Quantos acreditam que tal proposta seja aprovada no Congresso ou em qualquer Instituição que tramitar? Talvez a ideia morra muito antes de nascer.
Como o eleitor reage diante da notícia que a inflação no mês de abril é a maior dos últimos 26 anos? Que o salário-mínimo voltou ao poder aquisitivo de uma década? Ou que os preços dos derivados de petróleo ainda estão defasados dos praticados no mercado internacional, portanto ainda sofrerão mais reajustes? A simples proposta de privatizar a Petrobras é a garantia de pagarmos mais barato pela gasolina, óleo diesel e gás de cozinha? É difícil acreditar nisso. Se no atual modelo, em que o governo tem participação e influência, nada pode ser feito. O que muda?
Infelizmente a economia, o carro-chefe desse governo, está de mal a pior. Daí que muitos não entendem qual é a importância da grande preocupação da confiabilidade das urnas eletrônicas nas próximas eleições. Por que somente agora elas não inspiram confiança e garantem a lisura nas escolhas? O fato é que parece que o favorecimento unilateral dos candidatos conspira contra o presidente Bolsonaro. Por que ele não provou que o sistema é facilmente fraudado quando teve oportunidade para mostrar isso? Talvez a boiada esteja passando enquanto o foco é este.
Qual lição se aprendeu quando o TSE convidou as Forças Armadas para participar de uma reunião sobre a transparência das urnas eletrônicas? O mal veio depois que as FA encaminharam uma lista de perguntas e sugestões e pediram sigilo sobre isso. Deu um quiproquó danado porque o TSE não acatou nenhuma sugestão e tornou pública a lista, depois que o próprio presidente Bolsonaro assim o quis. O imbróglio causou mais um mal-estar entre o Executivo e o Judiciário. A maioria dos eleitores não entendeu o envolvimento do Ministério da Defesa no caso.
Curioso é que ninguém explica de forma que todos entendam o porquê da privatização da Eletrobras e da Petrobras garantir preços menores ao consumidor. O histórico das privatizações não convence a maioria da população. As telefônicas não espelham o que prometem. Dizer que houve facilidade na aquisição de uma linha é insuficiente para sustentar o argumento. Basta ver que o preço e a qualidade ficaram muito aquém do esperado. Qual supermercado que atua no Brasil é estatal? Se tudo privado garante preços menores... Por que os alimentos estão caros?
Quando se ouve que devemos nortear a vida sob o lema “Deus, Pátria e família”, mas um pastor de São Paulo declara que o “mendigo tem o dever de passar fome”, fica-se na dúvida de qual fonte de ensinamentos religiosos se busca esta inspiração. Mais estranho ainda é ver pastor posando com armas de fogo e incitando a violência contra quem pensa e age diferente. O próprio presidente da República coloca Deus acima de todos, mas só falava em fuzilar ou matar em vez de torturar. Não seria mais proveitoso falar em investimentos para gerar empregos e renda?
Os especialistas em política não desgrudam do movimento de sobe e desce da gangorra nas pesquisas eleitorais dos principais candidatos à presidência da República. Tudo o que se diz agora, mesmo que ainda a campanha não tenha começado oficialmente, é explorado pelas partes interessadas. Lançar dúvidas sobre as urnas e falar sobre aborto desperta a atenção dos eleitores contra e a favor disso. Para os religiosos, o aborto é assunto delicado, mas para as mulheres é muito importante. Daí o cuidado sobre o que pode ser explorado negativamente pelo adversário.

J R Ichihara
12/05/2022

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