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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Percepção, satisfação, rejeição... Eleição
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O que está em jogo por aqui?

O momento preocupante de crise econômica e institucional que o brasileiro vive atualmente é digno de uma análise bastante criteriosa. Isso tudo em um ano de eleições para presidente da República. Mas o que interessa ao eleitor diante de tanta incerteza e dificuldades que o dia a dia impõe à maioria? Se a economia é a prioridade zero do governo federal, quais medidas do Planalto o cidadão mais atingido tomou conhecimento? Como a proposta de reduzir o FGTS do trabalhador vai trazer algum benefício? A desconfiança é cada dia maior entre os pobres.
Infelizmente a divulgação que houve aumento de vendas no comércio e oferta de emprego formal é muito bem-vinda, mas representa pouco diante da realidade que enfrentamos. Como acompanhar os abusivos aumentos dos derivados de petróleo, que impacta em toda a cadeia que depende disso? O argumento que o corte nos benefícios trabalhistas, desonerando a folha salarial da empresas, aumentaria significativamente a oferta de empregos não se sustentou. Daí a afirmação que a privatização anunciada como solução também provocar desconfiança e incerteza.
Mas uma parte da população brasileira continua firme na crença que estamos muito melhor agora que nas gestões petistas. Quais índices são usados como argumentos para isso? O poder aquisitivo do trabalhador? A oferta de emprego com salário mais alto? Ou os investimentos públicos em obras que geram oportunidade de trabalho e aquecem a economia? Se nada disso é comprovado por todos que dependem disso... O que de tão importante esta gestão federal fez para fidelizar tantas pessoas? Ah, ele acabou com a corrupção, a mamata e o toma lá dá cá.
Um item que chama a atenção nas pesquisas de opinião para as eleições é a rejeição do candidato, a vontade declarada de não votar nele de forma alguma. Por isso alguns partidos dão preferência aos menos rejeitados porque a adesão ao voto pode ser conquistada se o programa de governo atende às expectativas do eleitor. Mas a fidelidade também é muito avaliada pelos especialistas porque garante uma quantidade que vota no seu candidato independentemente do seu desempenho como gestor. Portanto, não adianta mostrar o lado negativo nesses casos.
Como convencer uma pessoa de que a sua percepção sobre determinado assunto está descolada da realidade? Quem não é atingido fortemente pelas dificuldades em conseguir um emprego ou manter o pagamento das contas em dia, pode ter uma visão muito diferente de quem depende unicamente disso. O afortunado que mantém o padrão de vida em qualquer situação de crise econômica não pode ser considerado o perfil que mede a satisfação do povo. Dizer a ele que o custo de manutenção do carro subiu 14% vai influenciar em quê? O dólar disparou... E daí?
Portanto, o pobre que apoia a extrema-direita precisa ser estudado pela NASA, como se diz no Brasil. Vai entender o que ele vê de bom no atual governo! Será que ele acha correto o privilégio que o presidente Bolsonaro concedeu aos militares de alta patente. Chegou ao conhecimento público que alguns vão ganhar até R$350 mil a mais depois de uma canetada com a poderosa Compactor do Mito. Por que isso é aceito e aprovado por quem não tem o que comer? O fato é que têm pessoas que aceitam enxergar pela visão dos manipuladores de opinião.
Provavelmente o argumento do desprotegido que ainda apoia este governo seja que o fim da corrupção é a marca registrada na História do país. Com quase 4 anos no comando da máquina pública, não há nenhum caso comprovado de desvio de recurso, orgulha-se o nosso presidente e acreditam os seus fãs incondicionais. O que lança dúvidas sobre tanta façanha são as trocas de servidores da Polícia Federal, especialmente os que investigavam as denúncias sobre os familiares do presidente da República, e os sigilos decretados pelo Mito. Transparência é isso?
Os que esperavam uma eleição tranquila devem se preparar para alguma surpresa de última hora? Como não entender o recado do presidente Bolsonaro sobre o possível resultado desfavorável nas urnas? Por que ele insiste tanto na vulnerabilidade delas no processo eleitoral? Mas a declaração do presidente do TSE Edson Fachin, dizendo que quem trata das eleições são as “Forças Desarmadas” incomodou o Planalto. A temperatura deve subir com mais troca de farpas entre o Executivo e o Judiciário. Eleição por aqui virou uma guerra entre Instituições?

J R Ichihara
15/05/2022

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