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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Convencer não é tão fácil como alguns pensam
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O privilégio de ver tantas maravilhas

Quem acompanha os noticiários sobre a crise mundial por causa da pandemia e da guerra na Ucrânia tem consciência de que a dificuldade é global. Nenhum país está nadando de braçadas sob este cenário, muito menos há perspectivas de que algum está melhor agora do que antes dessas ocorrências. Estranhamente, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, o ministro da Economia Paulo Guedes disse que o Brasil atualmente é um ótimo ambiente para os negócios. Falou que a democracia é barulhenta, mas confiável. Qual país ele quis mostrar ao mundo?
Um dos problemas desta gestão é colocar a responsabilidade em tudo que dá errado nos governos anteriores, no caso os petistas. Disse ele que este mandato fez mais do que os anteriores em 15 anos. Que no eventual retorno do PT ao poder “o país não vai entrar em colapso porque nós reforçamos toda a base institucional, mas vai andar devagar quase parando”. Será que ele espera que acreditaram em tudo que ele falou? Ou os investidores internacionais não sabem nada sobre o que foi a gestão do presidente Lula? Talvez para o cercadinho isso soasse muito bem.
Mas este governo que costuma postar notícias que agradam aos fãs incondicionais, os que aplaudem e gritam Mito depois de ler os feitos espetaculares do Planalto. Culpar governadores e a Petrobras pelos aumentos sem previsibilidade é a explicação mais fácil de dar ao povo. Disse que não vai interferir na empresa, mas já vai para a terceira troca de presidente. Agora quer que os estados se virem diante da perda de arrecadação no ICMS do óleo diesel e da gasolina, alegando que abriu mão do imposto federal. Simples assim! Governar é muito tranquilo para ele.
O fato é que o presidente não perde a oportunidade de confundir o cidadão que depende da ajuda pública nos momentos de dificuldades. Na visita a Pernambuco, atingida pelas enchentes por causa das chuvas, citou que isso se agravou porque durante a pandemia da Covid-19 a ordem era ficar em casa. O que tem a ver uma coisa com a outra? Um dos membros da comitiva que discursou deixou muito claro que o objetivo da ajuda federal não é eleitoreira, mas o recurso repassado será direto aos necessitados, sem passar pelos gestores do Executivo local. Portanto...
Infelizmente a bandeira branca da trégua entre o presidente Bolsonaro e o STF virou coisa do passado recente. Ele voltou à carga sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas usadas nas eleições. Disse que tem o direito de duvidar. O assunto é desnecessário e nada agrega ao processo que é utilizado há mais de 25 anos. Criticou ainda o fato de o TSE não acatar nenhuma sugestão das Forças Armadas, apesar de ser convidada para uma reunião. Será que em meio a uma crise econômica e de inflação disparando este assunto é a prioridade do momento?
Por mais de uma vez o presidente Bolsonaro citou que a crise está afetando todos os países o mundo. Nada mais verdadeiro. O problema é a forma que ele demonstra para enfrentar a situação. Apesar da moderada nas respostas aos jornalistas – quem sabe por causa das eleições – pouco se ouve sobre que medidas ele e a sua equipe escolhida a dedo adotarão para amenizar o impacto que vai atingir a população. Como ouvir as maravilhas citadas pelo ministro Paulo Guedes e comparar com a realidade do dia a dia? O fato é que existe vida fora das redes sociais.
Afirmar ao mundo que a Democracia brasileira é confiável não pode ser por causa do apoio do presidente Bolsonaro. Por ele, o STF e o Congresso seriam fechados. Quem quiser buscar as declarações dele sobre as Instituições, as eleições e outras contradições sobre este regime facilmente encontrará as gravações dos vídeos. Defender que somente uma guerra civil mudará o rumo do Brasil está muito longe de valorizar a Democracia. Portanto, o que o ministro Paulo Guedes disse em Davos não está alinhado com a visão e o pensamento do seu chefe.
Um fato curioso de que ninguém pode estar acima da lei permite um questionado por qualquer brasileiro. O rapaz morto asfixiado no porta-malas do carro da Polícia Federal em Sergipe, foi abordado porque estava dirigindo uma motocicleta sem o capacete. Ironicamente, o presidente Bolsonaro, em suas motociatas e nos passeios de lazer, nunca usa o capacete. Isso não vale para ele? Ou a Polícia Rodoviária Federal usa a seletividade? Talvez esta seja a parte barulhenta da Democracia do ministro Paulo Guedes, mas ela está muito longe de ser confiável.

J R Ichihara
30/05/2022

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