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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Ratoeira ou limites para as quatro linhas?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Uma corda muito esticada ou bastante roída acaba rompendo

Como dar importância à participação do nosso presidente da República na próxima reunião Cúpula das Américas que será realizada em Los Angeles, California, Estados Unidos, que começou nesta segunda-feira (06/06/22), se há assuntos urgentes em pauta? O Brasil, junto com a Argentina e o México, são as economias mais significativas dos países latinos. Portanto, o interesse dos Estados Unidos em uma aproximação que estava de lado pode render bons frutos para os que souberem valorizar este encontro. Como ignorar a parceria com uma superpotência?
Alguns especialistas da mídia veem a mudança de comportamento do Tio Sam por outro ângulo. Dizem que o olhar voltado para os países das Américas deve-se aos investimentos significativos que a China, o maior rival econômico dos Estados Unidos, têm feito nesta região, especialmente nos grandes fornecedores de commodities. Também não é segredo de Estado que o maior parceiro comercial do Brasil não são mais os Estados Unidos, mas a China. Portanto, não há nenhuma abertura de um saco de bondades da parte de Washington. O jogo é sempre jogado.
Mas por que os assuntos relevantes do presidente Bolsonaro são as farpas com o STF e as suspeitas das urnas defendidas pelo TSE? Ele esbravejou ao saber que a decisão do ministro Nunes Marques, o indicado por ele para o STF, sobre a cassação do deputado estadual Fernando Francischini pelo TSE em outubro de 2021, por causa da propagação de fake news contra o sistema eleitoral foi revogada. Disse que “tem que haver reação”. Também declarou que é do tempo em que as decisões do STF eram obedecidas, mas não vai se comportar como um rato.
Enquanto isso, a Economia, o item mais importante desta gestão, levanta mais dúvidas que certezas na população. As notícias são divulgadas com lacunas que permitem alguns questionamentos sobre o que está acontecendo de fato. Dizer que se criou 200 mil vagas de emprego, sem comparar com quantos engrossaram a lista de desempregados, é igual a polêmica do copo meio cheio, com a outra metade vazia. Ou omitir que os salários agora estão bem abaixo dos anteriores, passam a sensação que estamos melhorando muito. Por que não mostrar isso?
Paralelamente a toda energia do Planalto para mostrar ao povo que o Judiciário não deixa o Mito trabalhar, o Legislativo tenta costurar acordos para reduzir o preço dos combustíveis e da energia elétrica. As propostas que chegam ao conhecimento público, através dos especialistas que atuam na mídia, são inconclusivas e cheias de desconfiança por se tratar de um ano de eleições. Quem vai pagar a conta todos sabem que é o contribuinte que não tem como escapar das tributações. O presidente da República disse que fez a parte que lhe cabe. Simples assim!
Quem assiste tanta inutilidade custa a entender o porquê de não se dedicar urgência aos atingidos pelas enchentes no Nordeste. Aos que valorizam tanto as nossa Forças Armadas... Por que não vimos os nossos bravos patriotas atuando na logística para socorrer os desafortunados que perderam tudo? Justificar os gastos com supérfluos para abastecer a cantina, sem qualquer contrapartida para servir à Pátria, está muito longe de ser motivo de orgulho para a população. Elas foram muito prestigiadas neste governo. Mas a quem atribuir a visão de futuro na moradia?
Felizmente os fatos e o dia a dia tem mostrado que apenas criticar sem se envolver na solução é muito cômodo e irresponsável. Defender que ninguém está acima da Lei deve ser um valor sagrado para todos que aceitam as regras para uma convivência civilizada. Se alguns gostam de declarações que incentivam a desobediência às decisões da Suprema Corte, certamente não respeitam a Constituição Federal. Esticar a corda expandindo os limites das 4 linhas, por não concordar com as decisões, não é valorizar a Democracia. Isso tem um nome muito diferente.
A imagem negativa do Brasil internacionalmente sobre a preservação do meio ambiente e a defesa dos direitos humanos não existe na visão do nosso presidente da República e de seus fãs incondicionais. Disse ele que vai mostrar ao presidente dos Estados Unidos Joe Biden o verdadeiro país que ora governa. O problema é que o mesmo direito que ele tem de duvidar das urnas eletrônicas que o elegeu, alegando que venceu no primeiro turno, sem precisar comprovar suas afirmações, o mundo também tem o direito de acreditar no que viu ao longo do seu mandato.

J R Ichihara
09/06/2022

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