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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Cobrança internacional não incomoda?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A vantagem de governar para os poderosos e ingênuos

Como o mundo neoliberal, do qual o nosso presidente da República e o seu superministro da Economia são adeptos incondicionais, viram o pedido de ambos para os supermercados e o empresariado em geral reduzirem os seus lucros? Os seus apoiadores viram nisso um gesto de patriotismo, uma forma de demonstrar que se preocupam com os mais pobres. Pouco importa se os opositores veem nisso o objetivo puramente eleitoreiro, uma manobra para melhorar os índices de preferência e rejeição nas pesquisas apresentadas. Governo interferindo na livre concorrência?
O fato é que em solo pátrio a gestão atual está muito feia na foto. Inflação alta, salários baixos, desemprego e falta de qualquer perspectiva para sairmos dessa. Se acrescentar na lista negativa os casos de corrupção acobertados, a maioria jamais o reelegeria. Mas o passado ruim da gestão petista sempre é uma válvula de escape para os argumentos e justificativas de que estamos muito melhor agora. Basta o Mito e o Posto Ipiranga abrirem a boca, relacionando as maravilhas deste governo, que os aplausos e os gritos de “já ganhou” são ouvidos na plateia.
Felizmente o cidadão apartidário e consciente da sua situação diante dos acontecimentos consegue ver além da cortina de fumaça que usam para desviar a atenção dos problemas. Quantos veem algo produtivo na pendenga que o presidente Bolsonaro insiste contra o STF e o TSE? O que isso contribui para mudar o futuro de quem não tem o que comer? Adianta citar os outros países, especialmente os governados pela esquerda, se aqui temos 33 milhões de famintos e mais de 125 milhões na condição de insegurança alimentar? Esperar ajuda dos empresários...
Diz-se que toda vez que sobrevivemos a uma situação difícil aprendemos e nos tornamos mais fortes para enfrentar as adversidades. Pandemia, enchentes, falta de alimento e combustível são crises pontuais. Mas o que acontece enquanto o sofrimento não acaba? Se o atual governo autoriza que os bancos tomem a única casa que o inadimplente possui, mas nunca aperta os grandes devedores dos tributos federais, o desprotegido que ainda apoia esta gestão precisa rever como está a sua saúde mental. Não é possível que a maioria gosta de sofrer desta maneira.
Mas se os brazucas não veem motivos para cobranças nas responsabilidades do governo federal, por temerem a taxação de comunistas e torcer contra o país, a opinião internacional é muito diferente. O sumiço do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do The Guardian, nas matas da Amazônia, deu o que falar no mundo. Cartazes nas ruas e na frente de uma Embaixada Brasileira nos Estados Unidos, cobravam informações sobre as buscas. O comportamento se omitindo das explicações não é aceito lá fora, como aqui dentro.
Um dos motivos que se exige notícias sobre este desaparecimento é porque, segundo informações, os dois realizavam um trabalho que incomodava as ocupações ilegais nas terras indígenas, contrariando interesses dos que exploram as riquezas minerais na região. Portanto, se este foi o motivo deste sumiço, está mais do que provado que o nosso país ainda está longe da preocupação com o meio ambiente, como quis mostrar o presidente Bolsonaro na Cúpula das Américas. Todos conhecem qual é o tratamento dele com os índios pelas declarações públicas.
A imagem negativa mundial que este desaparecimento projetou do Brasil surtiu o efeito desejado. Rapidamente a mídia mostrou embarcações das Forças Armadas cortando os rios da Amazônia na busca do indigenista e do jornalista. Soube-se que já prenderam um suspeito porque encontraram marcas de sangue na embarcação que ele transportou os procurados. Enfim, nada como um aperto vindo de fora para tirar os responsáveis da zona de conforto. Para algumas cobranças não se pode responder simplesmente “E daí?”. Mas isso deveria ser a regra geral!
O apelo encarecido do presidente da República e do ministro da Economia para os empresários baixarem os preços, serviu para engrossar a lista de piadas de humor negro típicos dos brazucas. Que neoliberalismo é este? Igual ao pedido feito à Petrobras sobre a previsibilidade nos preços dos combustíveis? Mas as declarações do Mito e do Posto Ipiranga são de chorar de tanto rir. Se a solução para a Petrobras é a privatização, qual seria a medida para aplicar aos supermercados? No início deste governo foi dito que deveríamos apoiar os empresários. Então...

J R Ichihara
12/06/2022

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